Como ter ideias para escrever um livro: 5 estratégias que funcionam sempre

Aprenda como ter ideias para escrever um livro com 5 estratégias simples e eficazes. Dicas perfeitas para autores iniciantes e criativos!

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Você quer escrever mas não sabe por onde começar? Sente que falta ter uma ideia para o seu livro?

Ou precisa de ajuda para fazer um brainstorm e sair do limbo das ideias para finalmente colocá-las em prática?

Você não está sozinha. A sua sorte é ter me encontrado, porque eu sempre tenho ideias. Até demais (hehe).

Inclusive, sempre me perguntam:

  • “De onde vêm suas ideias?”
  • “Como você sabe sobre o que escrever?”

Mas a verdade? Não existe uma resposta mágica.

Ideias incríveis não surgem do nada. Elas nascem da junção entre observação, experiências pessoais, curiosidade e um pouco de caos mental. Às vezes, você está lavando a louça, ouve uma música triste e . A história aparece inteira na sua cabeça. Às vezes, você precisa sentar com papel e caneta e forçar o cérebro a colaborar.

Ou seja, ideias não necessariamente caem do céu, mas também podem nascer de um processo.

E isso que vou te ensinar.

Separei 5 estratégias para estimular sua criatividade e escrever o seu livro com mais segurança (e com menos crise existencial).

1. Use a técnica do: “E se?”

Essa é uma técnica de escrita de ouro para quem quer ter mais ideias.

Tudo começa com uma simples pergunta:

  • E se a cinderela vivesse num mundo distópico?”
  • E se o seu ex sumisse e voltasse dizendo que veio de outro planeta?”
  • E se uma menina que odeia magia descobrisse que é herdeira de uma linhagem de bruxas?”

Funciona pra qualquer gênero. Romance, fantasia, thriller, comédia romântica, YA, tudo.

Tente brincar com ideias que já existem e levar pra outro lugar (veja a dica 4 para saber mais!). Misture. Subverta. Invente novos finais. Você pode se surpreender com o que vai surge!

2. Preste atenção no mundo real

Tem histórias incríveis acontecendo bem na sua frente. No jornal, no ônibus, no grupo da família. Gente que sobreviveu a coisas absurdas, que se superou, que traiu, que amou, que se vingou. Basta observar.

A realidade está cheia de drama, emoção, conflito e superação. Tudo o que uma boa história precisa.

Se você acha que sua vida é monótona, pode começar estudar a história do Brasil (ou do seu estado, sua cidade, seu bairro… enfim, entendeu, né?). É só pegar para ler algum notícia que você vai encontrar revoltas populares, tragédias políticas, folclores, religiões, culturas diferentes, e personagens reais que dariam ótimos protagonistas.

Não subestime o poder da realidade como ponto de partida.


Bônus: se você está precisando de um lugar para anotar todas as suas ideias, sugiro que você dê uma olhada no Planejamento de Histórias Fodas. É gratuito! 🙂


3. Escreva sobre o que você ama

Sabe aquele assunto que faz seu coração acelerar? Aquela coisa que você passa horas pesquisando só porque ama?

É por aí que você começa.

Histórias fodas geralmente nascem de alguma paixão do autor. Quando você escreve sobre algo que ama, sua escrita ganha força, profundidade. E o leitor sente isso.

Se você ama criaturas míticas, escreva sobre elas. Se você ama histórias de reconciliação familiar, vá fundo. Seus interesses podem (e devem) guiar suas ideias.

Então, não: Você não precisa seguir as modinhas. Não precisa escrever sobre vampiros, só porque as pessoas ainda falam sobre Crepúsculo. Não precisa entrar no universo de livros hot, só porque parece que é o que “todo mundo está lendo.”

Escreva sobre o que te move.

4. Misture referências

Isso aqui é ótimo pra quando você está travada e não consegue desenvolver uma ideia.

Pegue duas obras que você ama e misture:

  • Como seria uma história em que Cidade de Deus encontra Os Sete Maridos de Evelyn Hugo?
  • E se Stranger Things tivesse mais uma vibe de Bacurau?
  • Ou se Orgulho e Preconceito se passasse no sertão nordestino, com cangaceiros?

Além de te ajudar a ter uma ideia original, essa técnica funciona bem para criar um “gancho” diferente e também ajuda a explicar sua ideia de forma rápida para outras pessoas (como leitores, editores e agentes literários).


Bônus: Precisa de uma ajudinha extra para escrever? No (Des)Bloqueio Criativo, você encontra diversos exercícios que vão estimular sua criatividade e escrita. Também é grátis!


5. Experimente, sem medo

A última dica é simples: não fique só pensando — escreva.

Escreva um parágrafo. Escreva uma página. Rabisque uma cena aleatória. Só assim você vai saber se aquela ideia tem potencial para virar uma história completa.

Muita gente acha que precisa da ideia perfeita pra começar, mas a verdade é: a ideia perfeita surge enquanto você escreve.


Ideias estão por todos os lados.

Se você observar o mundo com curiosidade, escutar suas paixões e brincar com perguntas, uma história vai aparecer.

E quando ela aparecer… senta e escreva.
As melhores ideias são aquelas que a gente coloca no papel.

Um grande abraço,

Julia

invista na sua escrita: livros essenciais para ler em 2025

o ano já começou fazem algumas semanas. mas ainda dá tempo de compartilhar minha TBR de 2025?

ano passado, ​eu li 6 livros de não ficção.​ esse ano, pretendo manter a mesma meta.

entre as obras de não ficção que quero ler, tenho 3 livro que são especificamente sobre a escrita. vou falar sobre eles abaixo, para, quem sabe, te inspirar a ler também.

​storytelling: aprenda a contar histórias com steve jobs, papa francisco, churchill e outras lendas da liderança​

esse pode não ser um livro 100% focado em escrita, mas quero ler para aprender a:

  1. cativar mais os meus leitores, tanto dentro dos meus livros, quanto no marketing que eu produzo para vender minhas obras;
  2. simplificar a escrita. às vezes, acho que sou muito redundante ou que escrevo mais do que o necessário;
  3. contar melhor as minhas histórias. e só isso.

vai ser uma leitura boa? a melhor leitura do ano? acho que você vai ter que continuar acompanhando minhas newsletters para saber o que achei hehe

600 autores já estão recebendo informações sobre como viver de escrita

junte-se a eles em uma newsletter totalmente gratuita!

escrever ficção: um manual de criação literária​

essa é uma obra de um escritor brasileiro. e, por isso, estou mais ansiosa ainda para ler!

acho muito importante nós, como escritores, estarmos em contínuo desenvolvimento. vou começar uma​ oficina de escrita criativa​, mas também quero muito ler mais sobre como escrever ficção.

vejo muitos autores presos no pensamento de que já sabem tudo o que precisam saber sobre escrita, ou que só ler é o suficiente. mas vamos sair um pouco desse pedestal, ok?

estudar é importante. aprender novas técnicas é importante, mesmo que você não as coloque em prática. entender o mercado é importante. ter pessoas lendo os seus textos e dando feedbacks é importante.

talvez esse seja o ano para você evoluir. e aí podemos ir juntos!

bônus 1: oficinas de escrita disponíveis na hotmart

PS: ao comprar qualquer um desses cursos com os links acima, você não pagar nada a mais, mas eu ganho uma pequena comissão que me ajuda a continuar trazendo conteúdos toda semana sobre escrita <3

​escrita em movimento: sete princípios do fazer literário​

estou super animada para ler esse porque, ao que parece, a autora nos ensina como criarmos nossa própria voz de autora, nosso próprio estilo e técnica de escrita.

escrever pode ser um ato super introspectivo, e entender porquê e como escrevo o que escrevo me deixa curiosa para aprender cada vez mais sobre mim e sobre minha arte.

também é uma obra de uma autora brasileira! tudo se torna ainda melhor quando vejo que estou lendo e estudando mentes do nosso país. você não concorda?

​bônus 2: mostre o seu trabalho!​

um outro livro que quero muito ler, que não tem muito a ver com escrita, mas acho que vai ter tudo a ver com a minha carreira de autora, é ​mostre o seu trabalho!​, do austin kleon (autor de ​roube como um artista​).

eu já li roube como um artista e vou te contar: o livro é bom mesmo. preciso, inclusive reler.

mas, pelo o que ouvi falar de mostre o seu trabalho!, é uma obra que te ajuda a perder o medo de falar sobre a sua arte, a divulgar as coisas que você faz, e a se libertar das pressões e dos julgamentos.

mesmo que eu já tenha experiência divulgando meus livros, sempre bate um medinho do tipo “será que vão gostar?”. então, acho que vai ser legal entender um pouco mais sobre como posso falar sobre meus livros sem pensar nos que os outros vão achar de mim.


e aí, ficou com vontade de ler algum desses também? ​vem me contar no Instagram!​

um grande abraço,

julia <3

os três tipos de escritores no marketing digital – qual é você?

sou publicitária de formação. eu, inclusive, trabalho em uma agência de marketing digital. então, uso muito do meu conhecimento na área para divulgar os meus livros.

depois de passar tanto tempo estudando e trabalhando com marketing digital, percebi que existem três “níveis” principais de estratégias que os autores usam para divulgar seus livros.

dê uma olhada e veja em qual você se encaixa!

nível 1 – iniciante

você posta qualquer coisa só para marcar presença, sem pensar muito na estratégia. seu foco principal é ser lembrado.

nível 2 – tático

aqui você começa a profissionalizar suas postagens, busca crescer seu perfil com parcerias, sorteios estratégicos e conteúdos compartilháveis (como memes e trends).

nível 3 – estratégico

nesse estágio, cada post tem um propósito claro. você pensa na jornada do leitor, no impacto da publicação e na melhor forma de atingir seus objetivos.

meu objetivo é te fazer chegar cada vez mais perto do nível estratégico.

e como fazer isso?

o primeiro passo é entender que tudo o que você posta precisa ter um objetivo. pode ser lançar um livro, tirar uma obra do flop, engajar leitores ou expandir seu público. quem ensina MUITO sobre isso e de uma maneira foda, é o ​ricardo​. recomendo demais dar uma olhada no perfil dele.

mas, se eu puder te dar uma dica é: antes de postar qualquer coisa, pergunte-se:

  • por que eu estou postando isso?
  • que mensagem quero passar?
  • o que espero que meus leitores tirem desse conteúdo?

vou dar um exemplo usando essa minha postagem, que é uma das mais recentes:

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Fique por dentro de tudo o que você precisa saber.

  • por que eu estou postando isso? porque eu quero que as pessoas, além de ficarem sabendo do meu último lançamento, também se lembrem das histórias que eu já escrevi.
  • que mensagem quero passar? que sou uma autora plural, com diversas publicações de gêneros diferentes.
  • o que espero que meus leitores tirem desse conteúdo? lembrar das histórias que eles já leram e criar interesse em ler as obras que ainda não conheciam.

tudo que eu compartilho tem um porquê. e é isso o que fez eu vender mais de ​9.000 e-books e ter mais de 200 mil páginas lidas​ em 2024.


bora colocar essa dica em prática?

comece a postar com intenção e perceba como isso transforma sua comunicação e resultados! depois me conta como foi essa mudança.

quer saber tudo sobre marketing literário?

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um grande abraço,

julia

como a IA pode transformar sua escrita (sem roubar sua essência criativa)

não dava para não falar de uma das maiores invenções/evoluções da humanidade.

a inteligência artificial.

mas escritora pode usar inteligência artificial?

“eu não confio em escritores que usam inteligência artificial.”

já ouviu essas frases? pois é, eu também. mas vamos conversar sobre isso. a inteligência artificial pode facilitar (e muito) o trabalho de escritores, e ignorar isso talvez signifique ficar para trás. não estou falando de usar IA para escrever um livro inteiro ou substituir a arte que só um humano pode criar, mas sim de aproveitar o que a tecnologia tem a oferecer como uma ferramenta poderosa.

hoje, quero compartilhar 5 formas práticas de usar ia no processo criativo e no trabalho como escritor. se preferir, ​você pode assistir ao conteúdo desse blog.​

1. ideias de nomes para personagens

quem mais já perdeu horas pesquisando em sites de nomes de bebês? eu, com certeza. agora, simplesmente descrevo a personalidade ou aparência do personagem, ou peço uma lista de nomes criativos que começam com uma letra específica, e a IA resolve. isso agiliza muito o processo!

2. fonte de pesquisa (com cuidado!)

a IA é ótima para responder perguntas rápidas, mas atenção: sempre peça pelas fontes das informações. por exemplo, ao escrever um romance histórico sobre a Grécia antiga, pergunte como as pessoas viviam e peça referências para validar. assim, você evita erros e enriquece seu texto com dados confiáveis.

transforme sua escrita em carreira – assine grátis!

toda semana, conteúdo exclusivo para escritores.

3. edição de sinopses

eu odeio escrever sinopses! geralmente, começo com algo bem básico e, depois, peço para a inteligência artificial melhorar. o resultado quase sempre é mais polido e atrativo. claro, você deve revisar e ajustar para manter a essência da sua história, mas é uma mão na roda!

4. identificação de palavras repetidas

quantas vezes você percebe que usa as mesmas palavras o tempo todo? a IA pode escanear seu texto e apontar essas repetições, ajudando a tornar sua escrita mais rica e variada. não substitui um revisor humano, mas dá um ótimo primeiro passo.

5. marketing do seu livro

precisa criar um pitch literário? planejar uma campanha? encontrar influenciadores? a IA pode ajudar em todas essas etapas, tornando o marketing do seu livro muito mais eficaz e menos trabalhoso. ah, só um ponto importante: evite usar IA para coisas como criar a capa do seu livro. a arte merece um toque humano!


viu como não precisa demonizar a inteligência artificial?

no final, a inteligência artificial não é inimiga da criatividade. é uma aliada poderosa que, quando usada com sabedoria, pode economizar tempo e melhorar a qualidade do seu trabalho.

e você, já usa ia no seu processo criativo? compartilhe sua experiência comigo no ​Instagram​.

um grande abraço,

julia

lições sobre a escrita: dicas para evitar frustrações na sua carreira de escritora

não sei você, mas todo final de ano eu gosto de refletir no que eu poderia ter feito de diferente.

sorte sua!

porque agora vou te contar os erros que cometi em 2024 na minha carreira de escritora para que você os evite em 2025.

e, claro, para servirem de lembrete para mim mesma não cometê-los de novo, hehe.

vamos lá!

não aprendi a ser consistente

eu ainda não sei continuar uma newsletter toda semana.

não sei postar com frequência nas redes sociais.

e mal estou conseguindo escrever todos os dias.

esse ano, mais uma vez, passei por flutuações na minha consistência e não consegui me manter presente no mundo digital como eu gostaria.

o que vou fazer de diferente

na verdade, é algo que eu já comecei.

estou criando conteúdo com antecedência. preparando lançamentos e novas ações pelo menos 3 meses antes.

parece loucura, mas percebi que trabalhar com antecedência facilitou, e muito, a minha vida.

eu não crio conteúdo para todos os dias, mas já deixo uma boa parte pronta. assim, sei que vou ter conteúdo para postar, ainda que eu possa criar alguma coisa “na hora” (para participar de trends, por exemplo, ou compartilhar algo legal que eu vivi).

além disso, estou focando em metas de escrita menores, tipo escrever um capítulo por dia, ou escrever 10 minutos por dia, para não me sobrecarregar.

então, a dica é se planejar com antecedência e diminuir as metas.

não investi como eu devia em eventos

eu já participei de algumas bienais na minha vida, mas em 2024 eu fui para a bienal de Salvador e de São Paulo.

e percebi a diferença que faz a gente investir tempo e dinheiro nesses eventos!

em Salvador, fui totalmente despreparada, como geralmente vou. só avisei meus seguidores e apareci no evento na cara e na coragem. e não vendi quase nada de livro. 🤡

em São Paulo, fiz todo um trabalho de investir em banner, anúncio e permanecer mais horas no evento.

o que vou fazer de diferente

também já mostrei o que fiz de diferente, né? se quiser mais detalhes sobre a bienal de São Paulo, é só assistir a esse vídeo.

para os próximos eventos literários, vou seguir o mesmo esquema. banners. anúncios. brindes. passar o maior tempo possível em eventos.

porque não adianta nada eu pagar para viajar para alguma bienal e não ter o retorno de as pessoas, pelo menos, conhecerem meus livros.

já que é para ir, então vou fazer direito.

não fiz parcerias com influenciadores literários

influenciadores literários: tem quem ame, tem que odeie. já vi muitos escritores reclamando de trabalhos realizados em parceiras com booktokers, bookstagrammers, booktubers e por aí vaí.

mas eu devia ter trabalhado com esses influenciadores SIM, como já trabalhei em outros momentos da minha carreira.

não para gerar vendas (até porque esse não é o trabalho do influenciador), mas para gerar alcance.

eu quero as pessoas conhecendo meus livros, lembrando dos nomes das histórias. e só anúncio em rede social não faz isso, te garanto.

o que vou fazer de diferente

lembra da conversa do planejamento? então, eu já deixei anotadinho quando vou trabalhar com influenciadores ano que vem.

e, considerando que eu começo a programar com 3 meses de antecedência, já entrei em contato com eles, inclusive.

se quiserem, depois eu faço um conteúdo só sobre trabalhos com influenciadores literários.


é normal a gente errar. sei que, em 2025, vou cometer outros erros. mas o importante é aprender, não é mesmo?

quais erros você cometeu em 2024? vem conversar comigo na ​DM do Instagram.​

um grande abraço,

julia

seu livro é um bom presente

se você tem dificuldade para divulgar o seu livro, principalmente no fim do ano, eu trouxe algumas sugestões.

é porque no fim do ano você pode usar da maior data comercial como muleta.

sério!

depois desse e-mail, você vai perceber que, sim, seu livro é um bom presente. porque eu preparei ideias de conteúdo para você trabalhar no marketing do seu livro e se preparar para as vendas de fim de ano.

1. quem é o leitor que vai gostar do seu livro?

você pode começar explicando para as pessoas quem gosta do seu livro.

é uma pessoa que curte anime? alguém que ama a série X? um primo viciado em filmes de terror? sua irmã apaixonada pela Taylor Swift?

pegue elementos importantes da sua história e os transforme em pontos de venda. então, alinhe tudo com bordões do tipo “se você tem um tio que gosta de X, Y Z, ele também vai gostar desse livro”. ajude o seu público a saber para quem presentear a sua história.

2. que tal uma embalagem bonita?

não tem jeito: o bonito vende.

então, se você tem livros físicos, porque não criar uma embalagem bonita? e ​gravar um vídeo​ seu embalando?

mostre para as pessoas que o livro já vai pronto para ser presenteado!

garanta um bônus extra e mostre que você pode assinar o livro e escrever dedicatórias personalizadas, ​como eu fiz aqui.​

3. como dar um e-book de presente?

se os seus livros são apenas e-books, não tem problema.

você pode, por exemplo, ensinar as pessoas ​como comprar um e-book de presente para outra​s na Amazon!

tenho certeza que pouca gente sabe que isso é possível. além de ser um presente mais acessível, quem o recebe, fica muito feliz.

4. quer ganhar brindes exclusivos?

essa é uma pergunta para os seus leitores, haha

ano passado, fiz uma ​campanha assim​ para a semana do cliente. depois, realizei um ​sorteio com brindes exclusivos​ para o natal.

existem muitas possibilidades de dar um mimo extra para os seus leitores.

você pode, inclusive, dar um capítulo extra ou um conto relacionado ao universo do seu livro de presente! ou seja, coisas que você não necessariamente precisa gastar muito dinheiro.


espero que essas ideias tenham te ajudado a colocar a divulgação do seu livro em prática.

se precisar de mais repertório, pode ler o meu livro ​244 Ideias De Conteúdo Para Divulgar Suas Obras.​

boas vendas!

um grande abraço,

julia

5 livros essenciais para escritoras, mas que não têm nada a ver com a escrita

escrever, para mim, é uma carreira de multi-habilidades.

claro, você precisa entender como escrever bem.

precisa saber estruturar o seu romance ou escrever uma boa página de vendas ou até mesmo fazer uma newsletter (hehe).

só que, se você quiser viver da escrita, também precisa ter outras habilidades.

e, para aproveitar as ofertas daPrime Day*, trouxe 5 indicações de livros que vão te ajudar a desenvolver mais habilidades, para além da escrita. mas calma, vou te explicar como cada obra se encaixa na sua carreira.

5 livros para escritoras que não têm nada a ver com a escrita

​propósito: a coragem de ser quem somos​

há quanto tempo você sonha em viver da escrita? um ano? dez anos? um mês? não importa. vai ter algum momento da sua vida que você vai se questionar se é isso mesmo que você deveria estar fazendo.

isso porque ser escritora pode ser uma carreira ingrata. você vai se esforçar muito, passar noites escrevendo, divulgar seu livro e seu trabalho até cansar. e, mesmo assim, vai parecer que não está saindo do lugar.

eu sempre releio o ​livro propósito​ quando estou me sentindo assim. é ótimo para me manter motivada e focada em meu maior objetivo: viver 100% da escrita e venda dos meus livros. nessa obra, eu consigo me reconectar com tudo que eu realmente prezo, valorizo, e desejo. e me mantenho disposta a continuar escrevendo.

a estratégia do oceano azul: como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante​

se você já estudou marketing, provavelmente ouviu outras pessoas indicando esse livro. afinal, é um clássico.

é um livro bem “feijão com arroz”. que vai te ensinar os básico do marketing, mas aquele básico que funciona sabe? e o básico que, muitas vezes, a gente deixa para depois, em buscar de mil estratégias e hacks diferentes.

mas, às vezes, é muito bom voltar para o básico. principalmente se você estiver começando.

​roube como um artista​

puts, esse livro… esse livro mudou a minha vida!

juro que, depois de ler, passei a não ter mais medo de divulgar meus livros. de testar novos posts e conteúdos de divulgação. de simplesmente inovar e confiar nas minhas ideias.

se você parece nunca ter ideias de conteúdo, se está sempre com uma trava mental de não saber o que fazer para alcançar mais leitores, ou até mesmo se o bloqueio criativo parece ter se instalado na sua vida e te impedido de continuar escrevendo… você precisa ler roube como um artista.

me poupe!: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso​

ok…

você estava esperando que eu fosse indicar um livro de finanças?

vou ser sincera: esse não é o melhor livro sobre finanças que eu já li na vida. mas é uma obra didática, simples de acompanhar, e muito útil para te ajudar a organizar o seu orçamento (tanto pessoal, quanto dos seus livros!)

escritoras independentes precisam investir no seu trabalho. talvez você tenha que contratar a revisão ou alguém para produzir a sua capa. talvez você queira pagar influenciadores. ou esteja pensando em fazer anúncios, participar de eventos… sei lá!

a questão é: vai chegar um momento em que você vai precisar investir, caso deseje ter sucesso.

e esse livro vai te ajudar a montar um orçamento simples, mas eficaz, para você não entrar em dívidas tentando conquistar o seu sonho. recomendo demais!

a coragem de ser imperfeito: como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar sem quem você é​

esse livro é especialmente pra quem está com medo de publicar o primeiro livro e ninguém ler.

ou para quem tem medo de receber resenha negativa (já adianto: vai acontecer).

é muito importante a gente se manter mentalmente forte durante a publicação dos livros. vão ter pessoas que não vão gostar de obra. as coisas não vão sair como você esperava. e está tudo bem.

porque quando a gente aceita que não existe perfeição, toda a jornada fica mais tranquila. eu te garanto.


*as promoções são válidas até dia 21 de julho de 2024, mas já podem ter se esgotado quando você encontrar este blog. quero que você saiba que, ao clicar em qualquer um dos links, você não paga nada além do estipulado no site, mas eu ganho uma pequena comissão, o que faz com que a minha missão de continuar ajudando escritoras continue firme e forte.


se quiser mais indicações e conteúdos exclusivos para viver de escrita, clique aqui para assinar a newsletter gratuita.

um grande abraço,

julia <3

Porque eu resolvi publicar um livro de graça e como copiar minha estratégia para vender os SEUS livros

Se você me acompanha em alguma rede social, dever ter visto que eu publiquei E Aqui Estamos Nós de graça no Wattpad e no Scriv.

Muitos podem considerar esta uma estratégia de marketing falha – afinal, tecnicamente eu não estou ganhando dinheiro. Mas eu juro que foi pensado propositalmente.

Vem cá que eu vou te contar porque eu resolvi publicar esse livro de graça e como copiar minha estratégia para vender os SEUS livros.

Porque decidi publicar um livro de graça

E Aqui Estamos Nós é uma história que eu estou escrevendo desde 2019.

O livro já foi chamado de Amor Na Rede e publicado no Wattpad em 2020.

Aí em 2021 eu resolvi reescrever tudo, porque não estava contente com o resultado. Terminei em dezembro de 2021 e, desde então, estou publicando no Wattpad e Scriv.

Mas por quê?

Bom, a resposta é simples: porque eu queria opiniões.

E Aqui Estamos Nós é um livro que sempre me deixou insegura – seja pelo tema da história, pelos acontecimentos, pela construção da protagonista… Enfim. Eu reescrevi o final SEIS vezes até achar um que me agradava. Sério.

Então, antes de publicar oficialmente (na Amazon e em versão física), decidi publicar de novo de forma gratuita para incentivar as pessoas a lerem e a comentarem no livro.

Assim, eu receberia feedback e descobriria se precisava mudar alguma coisa.

Porque você deve copiar essa estratégia

Agora vamos ao papo reto: por que você, como escritora, deveria copiar essa estratégia?

Publicar de graça no Wattpad e no Scriv significa que você pode ter leitores betas DE GRAÇA para o seu livro.

As plataformas foram desenvolvidas para estimular a troca entre leitor e autor. Isso quer dizer que, tudo bem, você está publicando de graça, mas também está recebendo feedback de graça!

E, para autoras independentes e zeradas de grana, isso é muito importante.

Esse feedback vai te ajudar a melhorar a história antes de ser publicada oficialmente, como eu fiz. E, quem sabe, até conquistar um público leitor novo.

Devo fazer isso com todos os meus livros?

Minha recomendação é: não.

Isso porque você pode “mal acostumar” sua audiência, já que eles sempre vão esperar livros gratuitos.

Faça isso com certos livros, com aqueles que você tem alguma insegurança, ou que você sentir que precisa divulgar antes mesmo de lançar para ficar na boca do povo.

Quando a gente usa essas plataformas gratuitas, temos que pensar de maneira profissional e estratégica. Isso é, se o seu objetivo for viver de escrita.

Mas dá para usar o Wattpad e o Scriv em outras estratégias de marketing?

Dá, sim!

Eu, por exemplo, uso a plataforma para publicar contos curtinhos que eu sei que não vão vender bem na Amazon por ter poucas páginas. Parece uma dica simples, mas te ajuda a conquistar mais leitores.

Eu também uso para publicar a degustação dos livros – os primeiros capítulos, sempre deixando uma chamada para as pessoas lerem a história completa na Amazon.


Espero que você tenha gostado dessas dicas! Aproveite para me seguir no perfil @vivendodeescrita, onde compartilho um pouco do meu dia a dia como escritora, com dicas para outros escritores.

Um grande abraço,

Julia.

Por que os livros custam caro?

Hoje quero dar uma breve explicação sobre os valores dos livros – especialmente do meu livro, Se Eu Fosse Um Clichê – e porque os preços só aumentam.

Antes de mais nada, a gente precisa entender que livro (físico ou e-book) é uma propriedade intelectual. Autores vendem ideias, histórias. E merecem ser bem pagos por isso.

Mas, vamos supor que um autor não ganhe nada. E, te juro, acontece muito com autores independentes. Ainda assim, isso não significa que o e-book pode sempre custar R$ 1,99.

Porque um bom livro passa na mão de muitos profissionais. É preciso pagar revisão, edição, leitura crítica, leitura sensível, leitura beta.

Depois precisamos pagar capa, diagramação, impressão, investimento em marketing…

Ou seja, tudo isso custa dinheiros.

Eu, por exemplo, gastei em torno de R$ 6.000 para fazer e imprimir pela primeira vez Se Eu Fosse Um Clichê. (Sim, foi caro para um caralh*)

Ah, e não, você não precisa gastar tudo isso, tá? Eu já publiquei outros livro por BEM menos. Esse valor foi uma junção de coisas que EU escolhi fazer – em que a impressão foi o que custou mais caro.

Enfim, imprimi 100 livros pela primeira vez. Imagina se eu tivesse que dividir esse valor de R$ 6.000 entre as 100 unidades… Meu livro ia custar R$ 60 – e você acha mesmo que alguém iria comprar?

O que eu fiz, então? Dividi esse valor unitário entre o livro físico e o e-book. Hoje, você consegue comprar Se Eu Fosse Um Clichê por R$ 36 físico ou R$ 22,99 e-book. E, sim, vende. (Ainda bem!)

É um preço que eu gostaria de colocar nos meus livros? Não, eu gostaria que fosse mais acessível.

Mas é o preço que eu preciso colocar para não ter prejuízo e recuperar o dinheiro do investimento.

Tudo isso para dizer: antes de criticar o valor das obras que você vê por aí, pensa um pouco em tudo que foi investido. O preço é a forma de recuperar o investimento no produto – porque, sim, quando você publica, seu livro se torna um produto.

Espero que tudo tenha ficado claro, mas se você tiver alguma dúvida sobre precificação de livro, é só deixar nos comentários!

Tudo que você precisa saber sobre escrever histórias de terror

O gênero terror está cada vez mais tomando conta do mercado literário brasileiro, não só como preferência de leitores, mas também com a presença de autores nacionais que escrevem histórias de arrepiar. É normal que mais pessoas queiram entrar de cabeça nessas obras assustadoras, por isso é legal saber como escrever histórias de terror.

O estilo literário é antigo e possui várias subdivisões que podem confundir escritores. Então, vou explicar para vocês algumas características específicas do terror. Além disso, você vai descobrir se escrever terror é realmente para você.

Continue lendo para saber mais.

Uma breve história do terror

Há relatos de histórias contendo criaturas místicas e que causavam medo aos personagens em livros tão históricos quanto a Odisseia, de Homero. Na obra, Ulisses encontra várias bruxas e outros seres que lhe deixavam amedrontado.

Isso quer dizer que Edgar Allan Poe não criou o terror, só aperfeiçoou as histórias ao seu estilo gótico e melancólico. Esse terror gótico acabou se tornando um dos mais famosos e é lidos até hoje.

Elementos sobrenaturais, como espíritos malignos, foram introduzidos à literatura gótica também. Isso porque antes, mesmo com a presença de seres de outro mundo, não havia o conceito de sobrenatural por assim dizer. Afinal, tudo que era fora do comum era visto como vontade divina.

Com o passar dos anos, outros estilos de terror foram sendo criados. O terror psicológico, por exemplo, só se tornou conhecido no século XX, época em que as pessoas ficaram mais informadas e céticas. Ou seja, uma aparição, como um vampiro, não assustava tanto.

Também foi no século XX que histórias protagonizadas por serial killers ficaram mais famosas, justamente pelo fato de acreditarem que o terror pode ser algo real, que existe na sociedade.

Mas como escrever histórias de terror?

O terror é característico por causar uma reação física às pessoas. Em situações extremas, o cérebro pode liberar dopamina, que pode tanto gerar uma sensação prazerosa quanto desagradável, dependendo de quem a sente. É por isso que têm pessoas que gostam de sentir medo, enquanto outras ficam traumatizadas.

Como gênero literário, compreende obras que pretendem assustar e provocar pânico em que lê. A “função” desse estilo é literalmente fazer com que os leitores passem medo.

No entanto, como vários outros estilos literários, terror é subjetivo – afinal, eu não tenho medo de altura, mas tem gente que sim. No entanto, podemos listar os tópicos mais comuns que causam medo e que são geralmente explorados em histórias de terror :

  • Morte;
  • Doença;
  • Crimes;
  • Catástrofes naturais e;
  • Criaturas sobrenaturais.

Claro que a ambientação, o jeito que você escreve sobre esses tópicos, pode torná-los mais ou menos assustadores.

Geralmente, clichês funcionam muito bem – cemitérios, casas abandonadas, florestas obscuras… Esses são cenários que por si só causam apreensão nos leitores, o que os leva a acreditar que algo terrível está prestes a acontecer.

Como desenvolver o medo?

A técnica mais utilizada é a de descrever elementos e situações que não possuem explicação, como atentados à sanidade ou mesmo à vida da personagem principal. Mas desenvolver um cenário com elementos macabros também cria a sensação de medo e apreensão, mesmo que sejam clichês, como já falei acima.

Escrever em primeira pessoa também é uma boa maneira de deixar seus leitores assustados, pois o narrador consegue passar exatamente o que estava sentindo e expor suas dúvidas, fazendo o leitor questionar tudo que acontece na história. Afinal, ele só está lendo de um ponto de vista.

E o suspense?

Como você deve imaginar, terror e suspense andam lado a lado na literatura. Isso porque o suspense é o que cria a tensão pré-medo. É o que vai introduzir o leitor ao sentimento de terror, por assim dizer.

Escrever suspense significa trabalhar dando pouca informação para o leitor. É deixar ele pensando que o pior vai acontecer. É criar situações onde a resolução só será feita no final.

O que faz sua história ser considerada de terror?

Ao escrever histórias de terror, você pode criar demônios, fantasmas, vampiros, lugares mal assombrados, serial killers, psicopatas e qualquer outro tipo de criatura que assuste.

No entanto, não são os monstros que fazem um livro ser de terror.

O que assusta em uma história de terror é saber que coisas ruins podem acontecer com qualquer um de nós. Não importa quão bom sejamos.

A ideia por trás do terror ou do horror é pegar uma pessoa comum, com uma vida comum, e fazê-la vivenciar os piores pesadelos possíveis. Ou você nunca tinha reparado que os protagonistas de histórias de terror são sempre pessoas comuns?

Uma família normal que se muda para uma casa assombrada. Uma garota gentil que é sequestrada pelo psicopata. O rapaz trabalhador que é abduzido.

São pessoas como eu e você que vivem situações tensas, geralmente em lugares isolados e claustrofóbicos, em uma narrativa que tende a levar nossos nervos ao extremo, como se estivéssemos vivendo tudo na pele do protagonista.

Além disso, histórias de terror podem ter qualquer tom ou estilo, podem se passar em qualquer tempo ou lugar, e até mesmo ter diversos níveis extras de romance, mistério, aventura ou magia. Pode haver diferentes sub plots no enredo, desde que tenha as doses certas de terror e que o protagonista continue lutando para sobreviver.

Por que as pessoas gostam tanto de histórias de terror?

Já percebeu que mesmo que algumas pessoas morram de medo, não conseguem parar de ler um livro ou assistir a um filme de terror?

Pois é. Existem diversas explicações psicológicas para esse fenômeno.

De modo geral, as pessoas leem livros de terror ou suspense para sentir adrenalina de estar em uma situação de vida ou morte sem realmente estar em uma situação de vida ou morte.

Isso porque querem ter a experiência de confrontar seus pesadelos, enfrentar seus maiores medos e combater monstros assustadores no conforto e segurança da sua casa.

Ao escolherem um livro ou filme de terror, as pessoas estão basicamente falando: “Ok, aqui está o meu dinheiro. Quero sentir medo, então dê o seu melhor”.

E, assim como em outros subgêneros da ficção, você como autor ou autora do livro, precisa entregar a emoção que as pessoas estão esperando – no caso: medo, ansiedade, aflição, etc.

Para entregar essa emoção, você precisa incluir 10 coisas básicas na sua narrativa. Clique aqui para saber quais são.

Diferença entre terror e horror

Um livro de terror pode ser de horror ao mesmo tempo. O que os difere é as sensações que causam nos leitores:

  • Livros de terror despertam o sentimento de medo.
  • Livros de horror despertam o sentimento de repulsa ou nojo.

Sendo assim, é claro que uma única obra pode ser dos dois gêneros, mas também pode ser apenas de um. Eu, por exemplo, não tenho medo de cenas com muito sangue – eu só sinto repulsa, então para mim acaba se tornando algo do horror e não do terror.


O que achou dessas dicas? Já vai começar a escrever histórias de terror?

Se você ama esse gênero, sugiro dar uma olhada no meu podcast, Vigília Noturna. Lá, conto histórias de terror e falo mais sobre o gênero para quem gosta de ouvir.

Um grande abraço,
Julia