Como encontrar sua voz de escritor

Uma das dúvidas mais frequentes de escritores ou escritoras que querem se profissionalizar é entender como conquistar sua voz de escritor. Como colocar autenticidade em seus textos, por assim dizer.

Esse é um processo que pode demorar e, inclusive, mudar com o tempo! Sim, porque já que evoluímos como pessoas, nada mais do que justo que nossa escrita evolua com a gente, certo? Portanto é normal que essa voz mude também.

Mas já estou me adiantando. Vamos descobrir primeiro como encontrar sua voz de escritor?

O que é “voz de escritor”

Antes de passarmos para a parte prática, gostaria de explicar um pouco sobre o que é uma “voz de escritor”.

A voz do escritor nada mais é que a forma como uma pessoa escreve. Parece simples, certo? E é. Cada um de nós vamos escrever de um jeito diferente, vamos trazer nossa personalidade para o livro e transformar a história em algo único.

Afinal, muita gente pode escrever sobre o mesmo tema. No entanto, cada história será diferente porque autores são diferentes e usam vozes de escritores diferentes.

Basicamente, uma voz de escritor é a peculiaridade que nos faz perceber que a história X foi contado pelo autor Y e não pelo autor Z.

Essa peculiaridade pode ser a forma como o enredo é construído, como os personagens são apresentados, como as frases são escritas. Pode ser no jeito que autor usa adjetivos e advérbios ou como planeja o plot twist.

São detalhes pequenos, minúsculos, que muitas vezes sequer percebemos, mas que estão presentes sem dúvida alguma.

Com estudos e técnicas, os autores passam a incluir essas suas “vozes” de forma consciente. No entanto, se você está começando a escrever agora, pode nem perceber o que está fazendo. Mas de uma coisa tenha certeza: se você não está plagiando ninguém, sua voz de escritor está presente em seus textos sem sombra de dúvidas.

Encontrando sua voz de escritor

Cada experiência, momento, conhecimento e sentimento adquirido durante as nossas vidas se juntam para nos tornar únicos. E são essas coisas que podem nos ajudar a encontrar nossa voz de escritor.

Se você sente que não conseguiu encontrar ainda sua própria ‘voz’, talvez seja porque não se deixou se sentir vulnerável e explorar esses requintes da sua mente, para usar o que te forma como pessoa em sua escrita.

Uma das dicas que já ouvi darem é usar sua voz normal para escrever. Tipo “escreva como você fala”. Eu, particularmente, não acredito nisso. Primeiro porque eu sou uma pessoa que fala muitas gírias, palavrões e nem sempre conjugo os verbos corretamente quando estou falando. De fato, jamais soltaria um “de fato” em uma frase falada, por exemplo. Por isso, escrever um artigo da maneira que eu falo seria, no mínimo, desastroso.

Segundo porque eu acho que essa dica é muito simplista. Se isso fosse real, os textos seriam todos informais, tenho certeza. Jamais veríamos frases poéticas lindas sendo eternizadas através das palavras.

Por isso, uma coisa que talvez possa ajudar é “escrever como se pensa”. Pensamentos e sentimentos são mais complexos, podem ser mais organizados e destrinchados em metáforas.

Dessa forma, o segredo para encontrar sua voz de escritor é autoconhecimento. E aí vem a parte de testes! Inspire-se em outros autores ou crie algo totalmente novo, mas vá testando sua escrita para ver o que melhor combina com você.

Compartilhe sua escrita

Outra dica que eu posso te dar para encontrar sua voz de escritor é compartilhar sua escrita. Envie para alguns amigos ou familiares uma série de textos (podem ser curtos). Peça para eles identificarem algo em comum entre essas histórias.

Uma pessoa de fora muitas vezes vai te ajudar a encontrar a sua voz de escritor.

Outra coisa que pode te ajudar a encontrar sua voz é pensar para quem você está escrevendo. Pensar no outro, no que o outro gostaria de ouvir, vai te dar uma nova perspectiva de como construir suas frases, por exemplo.


Depois desse post, espero que você comece a perceber quais são as peculiaridades da sua escrita e desenvolva sua voz de escritor.

Se quiser saber mais sobre escrita e encontrar sua voz, dá uma olhada no curso Caminho do Escritor.

Um grande abraço,

Julia

Como Se Encontrar Na Escrita – Entendendo a Escrita Afetuosa

Esses dias me deparei com uma leitura sensacional: o livro Como Se Encontrar Na Escrita, da Ana Holanda.

Aliás, antes de falar qualquer coisa sobre a história já quero deixar claro: se você pretende escrever qualquer coisa, de ficção científica a matérias de jornal, esse livro é essencial. Sério.

A escritora nos mostrar além das técnicas de escrita. Mas vou falar isso mais para frente neste post.

Se já te deixei com a curiosidade aguçada, continue lendo para saber do que o livro trata.

Ana Holanda é a jornalista que criou o termo Escrita Afetuosa, que, de forma simples, significa escrever com sentimentos, passar sentimentos através das suas palavras.

Em Como Se Encontrar Na Escrita a autora nos guia em uma jornada de auto-conhecimento, que nos mostra quem somos como escritores – e como pessoas também. O livro não é técnico, não há um passo a passo de como escrever melhor, e esse nem é o ponto da obra.

Como a própria autora diz, “existe um lugar dentro de cada um onde a escrita nasce.” E, embora para algumas pessoas a escrita seja técnica e só, ela acredita – e eu concordo – que o que escrevemos está dentro de nós e não há necessidade de receitas prontas para colocar as palavras para fora.

Como escrever bons textos

O livro ainda afirma que “exitem boas histórias para serem contadas em todos os lugares. Elas podem brotar dos encontros mais despretensiosos“.

Isso significa que a gente não precisa esperar uma ideia mirabolante para escrever algo. Basta olhamos para o mundo ao nosso redor, para o nosso cotidiano, que iremos encontrar as mais diversas histórias esperando para serem contadas.

A autora acredita que escrever não deve ser um ato difícil ou doloroso, mas sim um ato de envolvimento. “Envolvimento quer dizer que o texto está carregado de alma de quem escreve. Alma. Mais: quanto mais alma existe em um texto, mais ele encontra o outro“.

Entende que colocar sentimentos na nossa escrita nos aproxima dos nossos leitores? Nos conecta?

Claro que você pode achar difícil fazer isso agora. Afinal, “escrever não é mágico. É algo que a gente constrói, dia a dia“, como a Ana diz. E mais: só conseguimos colocar sentimento – ou alma – em nossos textos quando percebemos a vida ao nosso redor.

Quando entendemos a dificuldade do outro. Quando paramos para prestar atenção, para ouvir.

O medo de ser lido

Talvez você já faça isso, já encha suas escritas de alma. E talvez seja por isso também que você tenha medo de divulgar suas escritas para o mundo.

Há um trecho do livro A Coragem de Ser Imperfeito que diz:

“Exibir nossa arte, nossos textos, nossas fotos, nossas ideias ao mundo, sem garantia de aceitação ou apreciação, também significa nos colocar numa posição vulnerável. […] Se quisermos recuperar a parte essencialmente emocional da nossa vida, reacender a paixão e retomar nossos objetivos, precisamos aprender a assumir nossa vulnerabilidade e acolher as emoções que resultam disso.”

Ou seja, aquele texto que você morre de medo de publicar no Facebook ou em qualquer outra rede social que você use é, sem sombra de dúvidas, uma escrita com alma. Pois é quando você está se mostrando frágil e é normal ter medo do julgamento nesses momentos.

Eu mesma morria de medo de compartilhar minha escrita com o mundo, tanto que comecei a publicar sob um pseudônimo. Talvez essa seja uma solução boa para você: escrever as coisas com alma usando um outro nome.

Depois, quando você percebe que as pessoas estão se conectando, se identificando com sua escrita, a vontade de usar seu nome de verdade vem.

A gente descobre que dar a cara à tapa nem dói tanto assim.

Por que sentimos dificuldade em escrever de forma afetuosa?

Você deve estar pensando que esse ato, na verdade, é um verdadeiro desafio. Afinal, como criar uma matéria sobre inflação, por exemplo, e colocar alma no texto?

A questão é que (a maioria de nós) não fomos ensinados e prestar atenção ao mundo. Quantas vezes vamos na mesma padaria, no mesmo mercado e não sabemos sequer o nome da pessoa que sempre nos atende?

Quando passamos a ouvir o outro, criar empatia para conhecer sua história, percebemos que as experiências de vida de todos nós podem virar material para texto.

Vai escrever uma matéria sobra inflação? Ao invés de usar números, conte a história do padeiro que está lutando com todas as forças para não falir.

Traga sentimento. Traga alma – a sua e a dos outros.

Mas isso só funciona se você tiver empatia e souber ouvir.


As lições que esse livro ensina sobre encontrar o nosso caminho na escrita são tantas que eu gostaria de poder falar pelo menos um pouco do que aprendi com a leitura. Por isso, espero que tenha gostado desse conteúdo.

Acesse o link da Amazon e conheça uma leitura que foi pra mim muito afetuosa, na qual pude reviver memórias agradáveis, e depois me conta se sentiu o mesmo.

Espero que você possa aprender também. Dê uma chance a leitura. Juro que não vai se arrepender.

Um grande abraço,

Julia

Como criar o hábito de leitura mesmo sem gostar de ler (3 passos que funcionam)

Você compra livros, começa a ler cheia de motivação… e abandona na metade?

Ou simplesmente sente que gostaria de ler mais, mas nunca consegue transformar isso em rotina?

Se isso acontece com você, saiba que não é falta de disciplina.

Criar o hábito de leitura é possível mesmo se você não gosta muito de ler, não tem tempo ou não abre um livro há anos.

Neste guia, vou mostrar três passos simples para criar o hábito de leitura do zero, mesmo que você não leia há anos ou ache que “não nasceu para isso”.

Por que é tão difícil criar o hábito de leitura?

Antes das dicas, é importante entender o problema. Por que, afinal, parece que você “não consegue ler”?

A resposta pode estar nas suas próprias escolhas.

Muitas pessoas:

  • Escolhem livros longos demais
  • Tentam ler por muito tempo
  • Transformam a leitura em obrigação
  • Comparam seu ritmo com leitores experientes

E o resultado geralmente é sempre o mesmo: frustração, que leva ao abandono do hábito. Até vir a culpa “por não estar lendo” e você tentar seguir todos os mesmos passos… de novo.

Acertei?

A boa notícia é que isso pode ser resolvido.

1. Comece por histórias curtas

Se você não tem o costume de ler e decide começar por um livro de 400 páginas, as chances de desistir são altas.

Não porque você não gosta de ler, mas porque ainda não criou o hábito para a atividade.

O ideal é começar pequeno:

  • Livros com até 200 páginas
  • Contos ou novelas
  • Capítulos curtos
  • Histórias leves e envolventes

Existem obras incríveis nesses formatos. Além disso, terminar um livro gera uma sensação de conquista que reforça o hábito.

E, muitas vezes, terminar é mais importante do que escolher “o livro perfeito”.

Se você ainda não sabe qual gênero prefere, experimente vários. Leia sinopses, veja o que desperta curiosidade e permita-se testar.

Uma dica é começar lendo textos no Substack. Eu, por exemplo, publico lá todo domingo.

2. Dê uma chance aos e-books e áudio books

Muita gente tem preconceito com leitura digital, mas essa pode ser a maneira perfeita de começar a desenvolver o hábito. (E, sim, áudio books também conta como leitura!)

Isso porque já estamos acostumados a estar em telas o tempo todo: celular, computador, redes sociais. (Podcasts…)

Começar por livros digitais pode ser mais confortável porque a via de leitura já está presente no nosso dia a dia.

Além disso, os leitores digitais (como o Kindle) oferecem vantagens importantes:

  • Ajuste de tamanho da fonte
  • Iluminação própria
  • Menos distrações
  • Facilidade de carregar vários livros
  • Leitura em qualquer lugar

Ler no celular também funciona, especialmente no início. O importante é reduzir barreiras.

Quanto mais fácil for acessar o livro, maior a chance de você ler.

Leitura digital ou física: qual é melhor para começar?

Não existe uma resposta universal.

O melhor formato é aquele que você realmente vai usar. .

  • Gosta de papel e sensação física: livro impresso
  • Precisa de praticidade: e-book
  • Tem rotina corrida: leitura no celular ou até mesmo áudio books

Sinceramente, eu recomendo testar todos. Por exemplo, eu era a pessoa que dizia que jamais ia conseguir ler e-books… e hoje amo!

E, às vezes, também opto por áudio books. Especialmente se estou em uma semana mais corrida, pois deixo o livro tocando enquanto vou limpar a casa, por exemplo.

O importante é remover obstáculos e encontrar o que funciona para você.

3. Separe um tempo pequeno (e realista) para ler

Um dos maiores erros é achar que é preciso ler por muito tempo para criar hábito.

Na verdade, a consistência importa mais que a duração.

Comece com algo totalmente possível, tipo 5 minutos por dia.

Sim, apenas cinco.

Pode ser:

  • Antes de dormir
  • Ao acordar
  • No transporte
  • Durante uma pausa do dia

Quando a leitura deixa de ser uma tarefa extra, o cérebro aceita melhor repetir o comportamento.

Depois, naturalmente, você vai querer aumentar esse tempo. Afinal, hábitos nascem da repetição, não da intensidade.

Quanto tempo leva para criar o hábito de leitura?

Não existe uma fórmula mágica, apesar de que dizem que é necessário fazer a mesma coisa por 21 dias para formar um hábito.

Mas, pra mim, o que faz diferença mesmo é a consistência, mesmo que imperfeita.

Se você ler um pouco quase todos os dias, a leitura deixa de ser esforço e passa a fazer parte da rotina.

Erros comuns que atrapalham quem quer ler mais

Se você já tentou várias vezes e não conseguiu, talvez esteja caindo em algum desses erros:

  • Esperar ter a “vontade” para ler
  • Escolher livros difíceis demais
  • Ler apenas por obrigação
  • Comparar seu ritmo com outras pessoas
  • Achar que precisa ler todos os dias por muito tempo

Ler pouco ainda conta. Ler devagar ainda conta.

Lembre-se sempre de começar aos poucos!

Como manter o hábito depois de começar

Algumas estratégias simples ajudam muito:

  • Tenha sempre um livro acessível
  • Abandone livros que não estão funcionando
  • Associe a leitura a um momento agradável
  • Acompanhe seu progresso
  • Fale sobre o que está lendo

E, principalmente: lembre-se de por que você quis ler.

A leitura pode ser descanso, diversão, aprendizado ou fuga. Não precisa ser, sempre, sobre produtividade.


Você não precisa se transformar em uma “pessoa leitora” da noite para o dia.

Histórias curtas, formato acessível e poucos minutos por dia são suficientes para iniciar uma mudança real.

E quando você perceber, a leitura deixará de ser uma meta… e passará a ser parte da sua vida.

Um grande abraço,

Julia

6 tipos de posts para divulgar seus livros nas redes sociais (com exemplos e estratégias)

Divulgar um livro nas redes sociais pode parecer simples, até que você fica preso naquele ciclo infinito de capa → sinopse → repost de resenha. Se isso soa familiar, você não está sozinha… mas também não está divulgando seu livro da forma mais eficaz!

A boa notícia? Existem formatos de conteúdo que não só chamam a atenção, como também ajudam a construir autoridade, aproximar leitores e criar uma presença digital forte.

Por isso, reuni 6 tipos de posts que funcionam muito bem para divulgar livros, ganhar alcance e manter suas redes sempre ativas com conteúdo variado.

Depois de conhecer esses tipos de postagens, você nunca mais trava na hora de criar conteúdo literário.

E um aviso importante: tudo funciona ainda melhor quando você conhece seu leitor ideal.

Vamos aos formatos.

1. Posts Motivacionais para Leitores e Escritores

Esse é um dos tipos de conteúdo mais compartilhados, especialmente quando a frase motivacional já aparece pronta no próprio visual da postagem.

Aqui entram:

  • frases de incentivo
  • mensagens sobre escrita
  • reflexões curtas
  • trechos autorais

E sim: use frases suas, não de autores famosos. Isso aumenta seu reconhecimento como escritora e te destaca das contas que só republicam Clarice Lispector.

Esse tipo de conteúdo funciona porque:

  1. conecta sua escrita ao público certo
  2. aumenta compartilhamentos
  3. ajuda seu público a se identificar com você.

2. Posts Interativos

Acho que o nome também é bem explícito, né? Esse é o conteúdo que faz seus seguidores participarem.

Aqui você pode usar:

  • perguntas
  • enquetes
  • “marque um amigo que precisa conhecer esse livro”
  • jogos rápidos
  • desafios literários

Posts interativos funcionam porque o algoritmo valoriza ações como comentar, responder e marcar pessoas.

Sempre finalize com uma CTA (“comente”, “vote”, “me diga nos comentários”), porque isso aumenta o engajamento automaticamente.

3. Posts Inspiracionais

Enquanto os posts motivacionais focam em frases, os inspiracionais contam histórias reais. E histórias são a sua especialidade!

Esse tipo de conteúdo pode incluir:

  • sua jornada do primeiro rascunho ao livro publicado
  • algo que você aprendeu escrevendo sua obra
  • um momento difícil da escrita
  • a primeira vez que alguém leu seu livro
  • como você encontrou sua voz como autora

Histórias humanizam você e fazem o leitor se sentir mais próximo.

E quanto mais ele se identifica, maior a chance de comprar seu livro.

4. Posts de Entretenimento

A maioria das pessoas entra nas redes sociais para se divertir, e esse tipo de post costuma gerar muito alcance.

Algumas ideias:

  • memes literários
  • comparações engraçadas
  • cenas do seu livro em versão meme
  • “o personagem faria isso?”
  • reacts de trends

Conteúdo de entretenimento não só diverte, como também atrai pessoas novas, que entram pelo humor e ficam para conhecer seu livro.

5. Posts Professorais

Aqui você ensina algo.

Esse tipo de post aumenta sua autoridade e faz com que leitores e outros autores passem a te ver como referência.

Você pode ensinar:

  • dicas de escrita
  • bastidores do processo criativo
  • erros comuns de quem está começando a escrever
  • como funciona publicar na Amazon
  • truques de revisão, estrutura, worldbuilding
  • curiosidades do gênero literário

Tutoriais, antes-e-depois, hacks e explicações claras performam muito bem.

6. Posts Vivendo de Escrita

Vivendo de Escrita. Se esse nome não soa estranho para você, é porque você já me acompanha há um tempo em alguma das minhas redes sociais. Mas, basicamente, é um projeto para ajudar escritores a se encontrarem no marketing literário e… é, viver de escrita.

Mas esses são os posts que mostram sua obra de forma mais direta (mas sem ser repetitivo.)

Esse tipo de conteúdo inclui:

  • divulgação da capa
  • quotes do livro
  • curiosidades sobre personagens
  • “o que meus personagens usariam na vida real?”
  • moodboards
  • playlists
  • cenas curtas
  • depoimentos de leitores
  • atualizações sobre lançamentos

Aqui também entram conteúdos pessoais que ajudam o público a conhecer você, a autora, criando conexão real.

Clique para baixar o template gratuito de Planejamento de Histórias Fodas.

Como organizar esses posts (passo a passo simples)

Saber o que postar é metade do caminho. Agora você precisa organizar tudo.

Aqui vai um método prático:

1. Comece pelo macro

Pegue um calendário e marque:

  • datas comemorativas
  • quando você pretende lançar livros
  • períodos de promoções
  • metas de escrita

2. Afunile

Defina temas para semanas específicas.
Ex.: “Semana do lançamento”, “Mês do Halloween”, “Semana dos personagens”.

3. Preencha os buracos

Nos dias vazios, distribua os 6 tipos de posts.

4. Produza com antecedência

Crie imagens, vídeos e templates baseados no planejamento.

Ah! O melhor é que esse sistema funciona em qualquer rede social: TikTok, Instagram, Threads, Substack, onde você estiver.


Se você quer mais ideias prontas para não travar nunca mais, preparei um e-book com 244 ideias de conteúdo para ajudar você a divulgar seus livros com consistência e estratégia.

Quero ver todo mundo aplicando as dicas em seus perfis e crescendo cada vez mais!

Um grande abraço,

Julia.

Como encontrar o seu leitor ideal: Guia atualizado para autoras que querem viver de escrita

Post publicado originalmente em 2020 e atualizado em outubro de 2025 por Julia Rietjens.

Se você escreve e sonha em viver de livros, uma das primeiras perguntas estratégicas que precisa responder é: quem é o meu leitor ideal?

Não adianta só publicar um livro e esperar que “o universo” faça o resto. Hoje com a Amazon, redes sociais e o boom da publicação independente, você precisa entender quem você quer alcançar e como falar diretamente com essa pessoa.

E sim: isso vale tanto pra quem escreve romance e fantasia quanto pra quem escreve terror, thriller, não ficção ou poesia.

Vamos juntas descobrir como fazer isso de um jeito simples, prático e estratégico?

O que é leitor ideal (e por que isso importa tanto)?

“Leitor ideal” é o que, no marketing, chamamos de público-alvo ou persona literária. É aquela leitora que vai olhar o seu livro, se reconhecer e pensar:

“Esse livro é pra mim.”

Identificar seu leitor ideal te ajuda a:

  • Criar conteúdo que atrai as pessoas certas
  • Entender onde divulgar seu livro
  • Construir comunidade e engajamento
  • Melhorar suas sinopses e palavras-chave na Amazon
  • Vender mais livros com menos esforço

Ninguém vende pra “todo mundo”. Quem tenta, vira ruído.

Autoras que vivem de escrita hoje estão vencendo porque sabem exatamente quem querem alcançar.

Como saber quem é o seu leitor ideal?

Abaixo está um roteiro atualizado para 2026 — com foco em autoras que publicam online, constroem comunidade e usam marketing intencional.

Anote em um documento (vale Notion, Word, Drive, caderno, o que você usar):

Identidade Da Leitora

  • Nome fictício dela
  • Idade
  • Cidade/país
  • Profissão ou rotina
  • Como ela descobre livros (TikTok? TikTok? TikTok. Mas anota tudo 💅)

Personalidade E Interesses

  • O que ela ama (temas, tropes, estilos)
  • O que ela detesta em livros
  • Fandoms dos quais faz parte
  • Autores e livros preferidos

Necessidades Emocionais

  • O que ela busca quando lê?
    (Conforto? Adrenalina? Romance? Fuga do mundo? Sentir que não está sozinha?)
  • Que sensação ela quer depois da leitura?

Dor + Desejo

  • O que tira o sono dela hoje?
  • Qual o sonho secreto?
  • Como o seu livro conversa com esse desejo?

Perfil Como Leitora

  • Quais mídias usa pra ler e comprar livros
  • Frequência de leitura
  • Gêneros favoritos
  • Tropes preferidos e tropes que ela evita

Como Ela Fala Sobre Livros

  • O que ela diria ao terminar seu livro?
  • Como recomendaria seu livro pra uma amiga?

Exemplo rápido:

“Maria tem 24 anos, ama romances com humor e personagens reais, mora no Brasil e descobriu o livro no TikTok. Ela lê à noite, busca conexão emocional e frases que ela quer printar.”

Percebe como já consigo imaginar conteúdos, linguagem e até estratégias de lançamento?

Tendências para encontrar seu leitor em 2026

Aqui vão pontos novos (que não existiam em 2020 como existem agora):

  1. TikTok Books (BookTok) — ainda é o maior motor de venda orgânica
  2. Amazon Kindle Unlimited — público ativo e faminto por séries e universos
  3. Comunidade > Conteúdo Solto — autoras estão criando fandom, não só seguidores
  4. Microtropes (ex: “bombeiro protetor”, “heroína cansada do patriarcado”, “magia ancestral latino-americana”) ajudam MUITO no SEO (ou seja, na maneira como as pessoas encontram seu livro online)
  5. Palavras-chave inteligentes na Amazon = visibilidade real
  6. Newsletter + Canal do WhatsApp são potentes para relacionamento e vendas diretas
  7. IA como ferramenta de descoberta — seu blog, perfil nas redes sociais, e página de livro precisam estar otimizado para que outras IAs entendam quem você é e direcionem leitoras para você

Sim, agora escrevemos para pessoas e para algoritmos. Feliz ou infelizmente.


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Um grande abraço,

Julia

3 princípios da escrita criativa para incluir em seus textos

Aprenda 3 princípios da escrita criativa que todo autor iniciante deve aplicar para escrever histórias envolventes, corrigir erros comuns e atrair mais leitores.

Continue lendo!

Se você quer escrever histórias envolventes, que realmente prendam seus leitores da primeira à última página, precisa dominar os 3 princípios da escrita criativa.

A escrita criativa nada mais é que uma técnica em que usamos nossa criatividade para escrever. Óbvio, não? Mas, apesar de ser muito usada em áreas de negócios, como marketing e publicidade, o foco aqui é a escrita criativa para a produção e publicação de textos literários.

Ou seja, esse post é para quem quer escrever melhores livros de ficção.

Você também pode assistir esse post aqui:

São três dicas retiradas do livro Escrita Criativa para Iniciantes, do Marcelo Spalding, resumidas para caberem nesse post (mas já fica a indicação desse livro incrível para você ler e se aprofundar no tema!).

Neste post, compartilho 3 fundamentos essenciais para quem está começando no universo da escrita literária.

Vamos lá?

1. Tenha clareza sobre o objetivo, público e formato do seu texto

Antes de escrever qualquer cena ou capítulo, reflita sobre três pilares fundamentais:

Aliás, pensar nesses três tópicos também ajuda a superar filtrar críticas negativas, tá? Porque quando entendemos qual o objetivo, público, e formato do nosso texto, percebemos que nem todas essas críticas se aplicam ao nosso trabalho, pois podem não ter considerado cada um desses pilares.

Mas vou explicar melhor:

1. Objetivo

Entenda porquê você está escrevendo aquele texto. Qual a mensagem final que você quer passar? É para causar qual emoção no seu leitor? Isso também vai te ajudar a manter o foco da história e não começar a escrever várias coisas com vários significados totalmente diferentes.

2. Público

Quem é o seu leitor ideal? Escreve para adolescentes, jovens adultos, leitores de romance ou suspense?

Saiba para quem você está escrevendo e quem são as pessoas que deveriam ler o seu livro. Entender isso vai te ajudar muito, desde saber qual o teor da sua escrita até como montar a divulgação certa para atrair leitores.

Entender seu público evita frustrações e ajuda até a filtrar críticas — porque nem toda opinião negativa vem de quem é realmente seu público-alvo.

Exemplo: Se você escreve para jovens de 16 anos, uma crítica feita por um senhor de 60 pode não fazer sentido. Ele não é o leitor que você quer atingir.

3. Formato

Como você vai publicar esse texto? Será um conto no blog? Um romance no Wattpad? Um e-book na Amazon? Um audiolivro?

Explore todas as oportunidades e descubra que há vários formatos diferentes de contar algo, não apegue-se só ao tradicional.

2. Atenção aos tempos verbais

Olha, essa é uma dica importantíssima! Um erro muito comum, especialmente entre autores iniciantes, é misturar tempos verbais — e isso prejudica a experiência do leitor.

Por exemplo:

“Fui na padaria e comprei um pão. Me viro e vejo Ricardo atrás de mim. Ele sorriu. Eu coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha.”

Até dá para entender a ideia central da frase, mas não dá pra dizer se está acontecendo no passado ou no futuro, e isso quebra a experiência de leitura.

Por isso:

  • Escolha um tempo verbal (passado ou presente) e mantenha-o ao longo da narrativa.
  • Use mudanças de tempo apenas quando houver memórias, flashbacks ou mudanças de cena bem delimitadas.

E pode parecer que prestar atenção nisso não faz parte do processo de escrita criativa, mas garanto que faz!

3. Escolha o narrador certo para sua história

O último dos 3 princípios da escrita criativa é algo que talvez te surpreenda, porque o autor não é o narrador. Uau. Mas é verdade. O autor é quem escreve a história, o narrador é quem conta a história.

Por isso o narrador pode ser personagem ou não. Em primeira pessoa ou não. Onisciente ou não.

Narrador em primeira pessoa:

  • Conta a história sob seu ponto de vista.
  • Ideal para criar identificação, dúvidas, reflexões e envolvimento emocional.
  • Limitação: não sabe o que os outros personagens pensam ou sentem.

Narrador em terceira pessoa (limitado ou onisciente):

  • Pode focar em um ou mais personagens.
  • Permite descrever ações e emoções de forma mais objetiva.
  • O narrador onisciente sabe de tudo; o limitado acompanha apenas parte da história.

Cada narrador possui suas vantagens e desvantagens. Há quem diga que narradores em primeira pessoa criam mais conexão com o leitor, mas eu não acredito nisso. Então como escolher o narrador para a sua história?

Eu sou do tipo que acredita muito que depende do que você quer passar para o leitor.

Narradores em primeira pessoa não conseguem saber tudo o que acontecem, apenas contam o que podem ver e sentir. Isso pode gerar mais mistério e até mesmo causar dúvida na história – será que esse personagem está mesmo interpretando essa cena de forma correta ou isso aconteceu de outra maneira?

Você tem mais espaço para divagar, também. Não que o narrador em terceira pessoa não possa contar os sentimentos dos personagens, mas quando é um narrador personagem, ele pode discorrer sobre o que realmente estava sentindo. Causar mais momentos de reflexões internas.

Narradores em terceira pessoa também não precisam saber de tudo o que acontece – quando sabem, são chamados de oniscientes. Mas você pode contar a história de uma família focando só no que eles sentem e acontece com eles, por exemplo.

Ainda é possível transmitir sentimentos e emoções profundas com o narrador em terceira pessoa, mas uma grande vantagem é que você pode mostrar os sentimentos de várias pessoas ao mesmo tempo dessa maneira.

É um narrador mais verdadeiro, que mostra realmente o que está acontecendo e não está saindo de uma percepção própria.

Dica: Teste diferentes tipos de narradores. Escreva um mesmo trecho com cada abordagem e veja qual funciona melhor para o gênero e tom da sua história.


Se você quer se aprofundar ainda mais no tema, como falei, recomendo o livro Escrita Criativa para Iniciantes – Marcelo Spalding. Leitura leve, prática e muito útil para escritores em todas as fases da carreira.


Aplicar esses 3 princípios da escrita criativa vai te ajudar a escrever histórias mais estruturadas, envolventes e direcionadas ao leitor certo. E lembre-se: a prática é o que transforma uma ideia simples em uma história inesquecível.

Quer mais dicas práticas como essa?

Conheça o curso Caminho do Escritor e aprenda a transformar suas ideias em livros prontos para publicação!

Um grande abraço,

Julia