3 coisas que aprendi sobre escrever drama com a série This Is Us

Recentemente assisti a série This Is Us (muito boa, por sinal!) e percebi que essa forma de entretenimento pode, na verdade, nos ensinar 3 coisas sobre escrever drama.

Neste post, vou compartilhar esses aprendizados que tive ao assistir a série e mostrar como podemos usar de vários canais e formas para aprendermos algo.

1- Tenha subplots dramáticos

A série possui um enredo principal, que basicamente é a jornada da família como um todo, mas cada um dos personagens tem seu próprio drama a vivenciar.

A história é contada de forma intercalada entre o enredo (ou plot principal) e as dificuldades e vivências específicas de cada personagem (os subplots). Assim, criamos intimidade com as dores e alegrias de cada uma delas separadamente.

2- Os dramas não precisam ser sempre graves ou grandes

Na série temos a Kate que luta contra a obesidade, o Kevin que luta contra o alcoolismo, o Randall que luta com sua ansiedade e por aí vai.

Mas também existem dramas cotidianos na vida dessas personagens, que mostra que as pequenas coisas nos afetam tanto quanto as grandes. Ou seja, eles também possuem problemas financeiros, discutem entre si, brigam com pais, sofrem por coisas pequenas.

No fim, basta pensarmos na nossa vida real: nossas dores menores também nos afetam, por que não deveriam afetar suas personagens?

3- A história precisa de cenas bonitas

Os momentos bons que as personagens vivem tornam a perda ainda mais triste. Então mesclar momentos e memórias felizes na trama faz com a gente sinta mais a dor da personagem.

Afinal, ninguém é 100% infeliz. Suas personagens também devem amar, se emocionar e se alegrar com pelo menos alguma coisa. Mostrar seu encanto por algo – que provavelmente lhe é tirado durante a história – torna sua personagem mais humana.

Esses foram os 3 pontos que aprendi sobre escrever drama com a série e que vou incorporar mais em minhas histórias.

E nesse curso é possível aprender um pouco mais sobre como inserir cenas reais em sua escrita, trazendo maior proximidade do seu leitor com sua história, mesmo que ela não seja de todo real.

O que aprendi sobre criar plot twist com o filme Eli

Recentemente a dona Netflix lançou um novo filme de terror que me deixou com os cabelos arrepiados: Eli.

Basicamente, é a história de um menino que possui uma grave doença. Seus pais tentaram de tudo para reverter seu quadro. Venderam suas posses e foram até uma suposta imunologista, que promete curá-lo. Porém, quando chega lá, Eli descobre algumas verdades sobre sua condição e a tal médica que irá ajudá-lo.

Fiz uma resenha sobre minhas impressões sobre este filme no meu Instagram, então se você quer saber o que achei, clica nesse link para ler, pois nesse post irei apresentar o que aprendi com o filme sobre escrever plot twists.

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Tudo se resume em dar dicas

Conforme fui assistindo às cenas, percebi que foram dadas algumas informações que, até o momento, pareciam inofensivas e até mesmo desconectadas com a história. No entanto, assim que o filme terminou, percebi como tudo fazia sentido!

Ou seja, cada cena foi pensada para se encaixar perfeitamente no plot.

O roteirista foi dando dicas do que iria acontecer ao longo do filme, sem que eu percebesse. Quando tudo veio à tona, foi como se meu cérebro estivesse rebobinando o filme e notando os pequenos indicativos de qual seria o plot twist.

Vou dar um exemplo (sem spoiler): logo no começo do filme, o menino, que até então parecia ser super fofo e coitadinho, afinal tinha uma doença grave, diz que deseja bater em alguns garotos que estavam pegando em seu pé.

Há outra cena em que os pais do menino estão conversando e a esposa diz que vai rezar muito para o filho melhorar e pede para o marido ter fé. Ele, por sua vez, responde em um tom bem enfático que ele sempre teve fé.

Se você não assistiu ao filme, provavelmente essas cenas não façam muito sentido para você. Mas o meu ponto é: são pequenos momentos que fazem a revelação do plot se tornar ainda mais marcante.

Principalmente porque você está achando que algo vai acontecer, não deu a devida importância a esses pequenos momentos, e na hora que a verdade tem à tona, você fica mais ou menos assim:

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Como fazer?

Assim que você definir o plot twist da sua história, anote dicas que poderiam confundir o seu leitor. Ou seja, que ele achará que são inofensivas, mas na verdade são as que o guiaram ao grande final.

Depois de anotar tudo, estruture sua história de forma que você possa ir colocando as dicas gradativamente, de uma forma que faça sentido, mas que não revele tudo de uma vez.

Este é o jeito que funciona para mim e, tenho certeza, irá funcionar para você também.

Além disso, você pode conferir mais dicas sobre esse assunto através da assinatura da nossa newsletter. Acesse e confira!

Como descrever personagens cansados

Mostrar sentimentos, ações e estados de espírito dos seus personagens é melhor do que falar como eles se sentem.

Quanto mais mostramos, através de ações e descrições, mais fluída se torna a leitura.

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Há simples ações que podemos utilizar para descrever personagens quando estão cansados. Separei algumas abaixo:

  • Não estão conseguindo se concentrar;
  • Bocejam com frequência;
  • Estão irritadiços;
  • Estão com ombros caídos;
  • Falam embolado;
  • Esfregam os olhos;
  • Possuem olheiras;
  • Estão com os olhos pesados;
  • Se espreguiçam;
  • Estão com a cabeça baixa.

Tente usar algumas dessas ações ao invés de dizer que seu personagem está cansado para melhorar a escrita do seu texto.

E se curtiu essas dicas, tem muito mais como essas no curso Criação de Personagens de Ficção, que vai te ajudar a aprimorar cada vez mais seus personagens!!!

Como mostrar sentimentos em personagens – Lista completa!

Muito se fala sobre a importância de mostrar sentimentos, ao invés de contá-los. Mas como sabe exatamente como fazer isso?

Como transformar simples ações em indícios de sentimentos e personalidades de personagens?

É sobre isso que vou falar hoje. Então continue lendo para descobrir.

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Mostrar sentimentos e personalidades pode ser feito utilizando ações e características físicas das personagens.

Separei uma lista completa com várias ideias de ações e descrições físicas que você pode utilizar para descrever como sua personagem está se sentindo.

Na hora de escrever, pense:

  • Na forma como ela sorri;
  • Em qual o pequeno indício que diz que ela está mentindo;
  • Como é sua postura;
  • Como é o tom de sua voz;
  • Quais são os seus tiques nervosos;
  • Se estão fazendo contato visual ou não;
  • Oque fazem com as mãos quando ficam paradas;
  • No som dos seus passos;
  • Em cumprimentos não verbais – se balançam a cabeça, acenam, estendem a mão, abraçam etc;
  • Em como chamam a atenção de outras personagens – se pigarreiam, levantam a mão, levantam a voz, etc;
  • Se seu cenho está franzido ou não;
  • Se está rangendo os dentes;
  • Em como reage quando está se sentindo acuada;
  • Em como seu corpo reage quando vê alguém de quem gosta;
  • Em como seu corpo reage quando vê alguém de quem não gosta;
  • Se demonstra sentimentos facilmente ou se a expressão é sempre a mesma;
  • Em como ela age quando está cansada;
  • Em como ela age quando está com fome;
  • Em como ela age quando está com medo;
  • Por quais motivos ela chora;
  • Em como ela lida com a rejeição;
  • Em como ela lida com o ciúmes;
  • No jeito como ela agiria para chamar a atenção do(a) crush;
  • Na forma como ela dança;
  • Nas suas habilidades físicas – é um bom corredor, bom nadador, se canta bem etc.

Utilize essas ideias da lista para dar mais vida às suas personagens e conquistar leitores sem precisar ficar falando o que cada personagem está sentindo.

PS. Se quiser aprimorar suas habilidades de criar personagens, indico o curo de Criação de Personagens de Ficção.

5 dicas para tornar suas personagens mais interessantes

Algumas vezes nos deparamos perdidos, sem saber como criar personagens excepcionais e que gerem empatia com os leitores.

Está tudo bem – isso acontece mesmo.

Mas não quer dizer que não exista pequenos truques que prometem facilitar sua vida na hora de criar personagens.

Se você quer saber quais são, continue lendo para descobrir a lista de 5 dicas que tornarão suas personagens mais interessantes.

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1. Faça bom uso do seu hábito ruim

Fica mais fácil desenvolvermos uma personalidade única se nossas personagens – especialmente os protagonistas – tiverem um pouco de nós.

Por isso, minha dica é: liste seus próprios hábitos ruins e inclua pelo menos um deles na características da sua personagem principal.

Pode ser fumar, comer quando está ansioso, se preocupar demais, procrastinar… Qualquer coisa que você tenha muita domínio – ou seja, que seja um defeito seu.

Mas atenção: pode ser difícil admitir certos defeitos, por isso é importante ter autoconhecimento na hora de escrever. Ou, no fim, a escrita se tornará a sua jornada de autoconhecimento…

2. Aproveite: ninguém está olhando

Está difícil desenvolver a personalidade da sua personagem? Uma técnica que recomendo utilizar é: escreva o que sua personagem faz quando ninguém está olhando.

E não poupe detalhes, por mais sórdidos que eles possam ser!

Se sair algo legal desse exercício, coloque uma cena dessas na história. Se não ficar, pelo menos você passou a conhecer sua personagem um pouco mais.

3. Inspire-se no que já existe

Outro exercício para soltar a criatividade e desenvolver personagens distintas, é inspirar-se em suas personagens preferidas de séries ou filmes.

Quando tiver alguém em mente, escreva uma cena de revelação, lembrando sempre de mostrar, não dizer.

Provavelmente você conhece essa personagem muito bem e saberá criar uma cena desse tipo. Depois, replique o exercício para sua própria protagonista.

4. Menos é mais – mesmo que seja coisa boa

Sim, todo mundo gosta de personagens complexas e profundas, mas isso não quer dizer que você deva revelar uma pessoa completa em seu livro – até porque isso é praticamente impossível.

De qualquer forma, todos nós temos qualidades e adjetivos que nos caracterizam. Então escreva uma lista completa das que remetem à sua personagem.

Quanto terminar, vá cortando os que você achar menos interessantes até ter 3 ou 4 itens para focar na história.

Infelizmente não conseguimos colocar todas as nuances da nossa personagem e qualidades demais a farão parecer menos humana.

No entanto, ao focar em uma pequena quantidade de adjetivos para caracterizá-la durante o enredo, você passa a ideia principal da sua personalidade e ainda garante conexão com seu leitor.

5. Todo mundo fez algo que se arrepende

Inclusive sua personagem.

Escreva qual a decisão que sua personagem mais se arrepende de ter tomado, assim como a explicação do porquê tê-lo feito.

Essa é uma ótima maneira de encontrar um motivo para sua personagem ser do jeito que é, criar contexto ou explicar o seu passado.

Faça bom uso desse arrependimento!

 

Se você gostou dessas dicas, não esqueça de compartilhar nas redes sociais e com seus amigos escritores.

PS. Para quem tem interesse em aprender mais sobre a criação de personagens, sugiro que dê uma olhada no Curso de Criação de Personagens de Ficção, do Vilto Reis.

Porque você deve evitar usar a voz passiva em seus textos

Para quem não lembra, voz passiva é aquela em que o objeto direto se torna sujeito e sofre uma ação.

Por exemplo:

  • A carta foi enviada.
  • A refeição foi preparada.
  • O carro foi ligado.

Obviamente, essas frases não estão erradas. Aliás, são muito comuns. No entanto, podem acabar estragando o seu texto.

Continue lendo para saber como.

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A voz passiva pode acabar com o ritmo do seu texto, não importa se seja parte de um livro, artigo ou até mesmo um post em um blog.

Vamos comprar as vozes passiva e ativa para entendermos melhor:

  1. A voz passiva pode ser evitada para que a frase não seja escrita de maneira cansativa. (Voz passiva.)
  2. Evite usar a voz passiva, pois sua frase se torna cansativa. (Voz ativa.)

Percebe a diferença?

A voz passiva deixa o texto lento e as frases, muito longas. Prefira sempre a voz ativa, especialmente nessa era de internet, em que temos acesso a muitos conteúdos diariamente.

Os leitores buscam objetividade, e a voz passiva é antônimo disso.

Para mais dicas como essa, confere esse livro na Amazon com um conteúdo fácil e prático pra você entender um pouco mais sobre a gramática na literatura e como usá-la a favor de seus personagens!

20 características comuns em livros best-sellers

Talvez você não tenha percebido isso, mas vários dos livros que são best-sellers possuem algumas características parecidas em suas histórias.

 

É claro que um bom trabalho de marketing garante maior quantidade de vendas, porém a qualidade do texto afeta esses números.

 

E é nesse texto que encontramos os pontos em comum com vários best-sellers do mercado.

 

Continue lendo para descobrir quais são e verificar se sua história possui algum (ou todos) eles. 

Obras que vendem possuem uma ou mais dessas características:

  1. Lembram que podemos fazer a diferença no mundo;
  2. Trazem viradas inesperadas;
  3. Aumentam nossa capacidade de acreditarmos que podemos realizar grandes coisas;
  4. Nos lembram que a vida é curta;
  5. Inspiram a agir;
  6. Falam que nossos sonhos são possíveis;
  7. Conduzem a uma longa jornada;
  8. Apontam a importância das coisas simples da vida;
  9. Revelam um grande segredo;
  10. Mostram um novo ponto de vista;
  11. Surpreendem seus leitores;
  12. Nos encorajam a nunca desistirmos;
  13. Confirmam nossas suposições;
  14. Desafiam nossas suposições;
  15. Educam enquanto entretêm;
  16. Fazem chorar de alegria ou de tristeza;
  17. Nos fazem sorrir de alguma forma;
  18. Mostram que o fraco pode derrotar o mais forte;
  19. Lembram que há algo além do que conhecemos;
  20. Mostram que somos únicos.

Ou seja, nessa lista, a maioria dos pontos fala sobre a mensagem que as histórias passam.

 

Você pode escrever uma ficção científica, um romance ou um terror. O gênero não importa, desde que a mensagem do seu livro toque as pessoas de alguma maneira.

 

Seu livro possui algumas dessas características?

Se ainda não possui e quer aprender mais sobre como aprimorar sua escrita, acesse o curso O Caminho do Escritor e vamos transformar seu livro no próximo best-seller do ano!!

4 dicas para você cumprir suas metas de escrita

Janeiro é o mês de planejamento para muitas pessoas, inclusive para mim. Nas primeiras semanas do mês, eu basicamente coloco no papel tudo o que quero atingir no ano vigente.

Essa foi minha maneira de organização nos últimos anos. Sempre cumpri esses objetivos? Não! Mas isso é porque não tinha planejamento nenhum.

Minha organização funcionava basicamente assim:

Eu falava que queria publicar um livro…

…ou ler mais livros…

…ou juntar dinheiro.

Mas nunca me planejei para, de fato, fazer essas coisas. Então, minhas metas ficavam perdidas e o ano sequer chegava à metade e eu já tinha desistido.

Ou seja, eu sabia onde queria chegar, mas não sabia o que fazer para chegar lá.

Loucura, né?

Porém, este ano, quando defini minhas metas, também criei um planejamento específico para cada uma delas. E ele é mais simples do que vocês possam imaginar.

Vou contar tudo aqui embaixo:

1. Um plano de ação para cada meta

No momento, tenho duas metas anuais grandes relacionadas a escrita: publicar dois livros e terminar de escrever quatro livros.

Então, para cada uma dessas, criei um plano de ação dividindo o que preciso fazer para conclui-las.

Ficou mais ou menos assim:

  • Até junho, publicar o primeiro livro.
  • Até dezembro, publicar o segundo livro.
  • No primeiro semestre, terminar de escrever os livros X e Y.

E por aí vai.

Mas veja que são metas bem amplas, correto? Isso porque a segunda parte vem agora:

2. Metas mensais completam a meta anual

Para desenvolver um bom plano de ação, é necessário ter metas mensais bem definidas cujo objetivo final seja atingir as metas anuais.

Nelas, é possível destrinchar exatamente o que precisamos fazer para atingir o objetivo final.

Pegamos a meta de escrever dois livros no ano. E o plano de ação de publicar um livro até junho. Neste caso, eu defini que:

  • Até o fim de janeiro, vou terminar a primeira revisão do livro;
  • Em fevereiro, vou enviar para e receber comentários dos meus leitores betas;
  • Em março, vou fazer a segunda revisão com as sugestões desses leitores;
  • Até o fim de abril, terei enviado para todas as editoras que têm o perfil de publicação da minha história;
  • Em junho espero ter recebido respostas. Se nenhuma aceitar, irei publicar de forma independente na Amazon.

Viu que em cada mês eu preciso concluir uma etapa?

3. Uma semana organizada equivale a uma meta concluída

Então você definiu as metas mensais para atingir o objetivo anual. Tudo ótimo, mas nada pronto. Agora, você precisa organizar mais uma coisa em sua vida: suas semanas.

Anote exatamente tudo o que você precisa fazer na semana para atingir seu objetivo mensal. É escrever 10.000 palavras na semana? É passar os dias pesquisando sobre o lugar onde se passa sua história? Ou é preencher seu guia de criação de personagens?

4. A base de tudo: metas diárias

Metas diárias nos ajudam a cumprir as metas semanais (que ajudam a cumprir as metas mensais, que ajudam a cumprir as metas anuais e por aí vai), mas acima de tudo nos ajudam a criar hábitos.

É colocando como meta escrever todo dia que você vai desenvolver o hábito da escrita.

Ou definir que você lerá pelo menos 30 páginas por dia para terminar todos os livros da sua estante.

Anote o que você precisa fazer no dia e não tire uma “folguinha” até cumprir isso.

Estou me organizando assim já faz uns meses e percebi a diferença no meu comprometimento com meus objetivos. O que tem me ajudado muito é utilizar um planner. O meu, por exemplo, é da Zaena 

E se gostou do conteúdo, indico muito esse curso para você se organizar cada vez mais com suas obras e se dedicar à escrita!!

Guia: Como criar vilãs inesquecíveis

Vamos combinar: é difícil  encontrar vilãs (sim, femininas) que sejam tão bem trabalhadas como os vilões. Aliás, já é difícil encontrar vilãs no geral, não é mesmo E, quando encontramos, geralmente é alguma mulher movida por sentimentos passionais – tipo ciúmes – que atua contra os protagonistas.

Pensando nisso, criei um guia rápido e simples para você começar a desenvolver melhor suas vilãs – porque, afinal, essa também é uma forma de evidenciarmos a presença feminina na literatura. Ou seja, aprenda como criar vilãs inesquecíveis!

Algumas das dicas desse guia são similares a outro post que fiz, sobre criar vilões cativantes (apesar do plural no masculino, são dicas que se encaixam para todos os gêneros, está bem?). Mas, outras, são especificamente pensadas para o desenvolvimento de vilãs femininas.

Continue lendo para saber mais!

O que você precisa antes de saber como criar vilãs

Antes de entrarmos nas dicas de como criar vilãs, existem alguns pontos-chave para você prestar atenção na hora de escrever uma personagem tão controvérsia:

Credibilidade

Sua vilã precisa fazer exatamente o que prometeu fazer. Seja isso torturar o protagonista ou matar outro personagem, ela precisa cumprir com sua palavra pelo menos em algum momento do livro.

Ela não precisa, necessariamente, prometer coisas ruins. Aliás, uma dica para deixá-la ainda mais má é fazê-la prometer algo relativamente bom, mas com consequências ruins – e ela sabe disso, mesmo que sua personagem principal ainda não saiba.

Afinal, não podemos esquecer que vilãs são, fundamentalmente, más. E precisam ser levadas a sério, mostrando credibilidade!

Habilidade

Qual é a coisa que sua vilã faz muito bem? Que a torna praticamente imbatível? Se ela não tem, pense no que ela pode ser incrivelmente boa, que até você ache impossível de vencê-la.

Isso é necessário, em partes, por conta de um preconceito literário de que mulheres não podem ser tão más assim ou tão fodas assim. Pense em todos os vilões masculinos que você conhece. Todos têm alguma habilidade excepcional que faz nosso corpo gelar na hora, indagando se o protagonista vai, mesmo, vencê-lo.

No caso de vilãs femininas, construa-as ainda mais habilidosas, para não restar dúvida de que ela é invencível – mesmo que não seja.

Histórico

Todo mundo tem uma história. Então qual é a da sua vilã?

Às vezes, o passado da vilã é mais importante que o da sua personagem principal.

Além de explicar como a vilã se tornou quem ela é, o passado dela pode ser o plot da sua história, mesmo que contado através do protagonista. Já anota essa dica para os dias que o bloqueio criativo bater.

Ambientação

Essa é uma técnica muito boa para construir personagens: pense na paleta de cores que o compõem.

Se necessário, crie até aesthetics para sua vilã, para entender qual o seu verdadeiro humor.

Além disso, toda vez que ela aparecer, descreva um ambiente ou uma cena que combine com a personalidade dela. Seja colocando uma nuvem negra anunciando sua chegada ou explicando que ela só aparece a noite. Isso ajuda a caracterizar e deixar a vilã ainda mais marcante.

O ambiente em que ela vive é importante para mostrar ao seu leitor quem sua vilã realmente é.

5 dicas de como criar vilãs memoráveis

Confira 5 dicas simples para escrever vilãs cativantes e inesquecíveis:

  1. Vilãs precisam de qualidades e virtudes também. Não esqueça de dar alguma coisa boa para essa personagem. Lembre-se: ninguém 100% mal conquista o público.
  2. Estude outros vilões – masculinos e femininos. É uma boa maneira de perceber como demais autores estão criando essas personagens tão importantes para a história e replicar para a sua.
  3. Uma vilã que ama algo ou alguém garante simpatia dos leitores. Ainda mais se ela lutar para proteger ou por qualquer outro motivo que envolva esse algo ou alguém. Essa dica também se encaixa na premissa da dica número 1: ninguém é totalmente mal.
  4. Lembre-se que uma vilã com psicopatia ou Borderline é um clichê batido, se não for bem desenvolvido. Mas que tal se aventurar e mudar esse paradigma de que vilões no geral precisam de algum transtorno de personalidade como característica principal?
  5. Mesmo que todas as outras personagens vejam a vilã como má, ela precisa acreditar que os outros é que estão errados. Para ela – e para o seu leitor – sua vilã precisa estar lutando por algo que acredita.

Com essas observações, tenho certeza que em breve suas vilãs se tornarão ícones da literatura.

E se gostou das dicas para tornar sua personagem incrivelmente má mas ainda tem algumas dúvidas e quer aprender mais, indico o curso Criação de Personagem de Ficção.

Um grande abraço,

Julia

Como criar uma atmosfera de romance em histórias

Romance é um dos gêneros que tenho mais dificuldade em escrever. Sempre fui do time que prefere escrever cenas de suspense ou terror. Mas, com o passar do tempo, fui aprendendo truques para criar uma atmosfera de romance em histórias, independente do tipo de livro.

Os truques podem ser até mesmo clichês para quem já tem facilidade com esse tipo de gênero. Mas, se você é como eu, pode precisar dessas dicas.

Lembrando que são apenas isso: dicas! Leve com você só o que fizer sentido para o seu estilo de escrita, está bem?

Se você quer saber quais são os meus truque para criar uma atmosfera de romance em histórias, continue lendo o post.

Os 6 truques para criar uma atmosfera de romance em histórias

Os 6 truques – ou clichês – que eu uso para garantir uma atmosfera de romance em histórias são estes abaixo. Eu sempre sigo essas fórmulas, mudando conforme cada livro pede, mas isso ajuda o leitor a perceber um clima entre os personagens sem muito esforço.

Olha só quais são:

  1. Fazer suas personagens se olharem por alguns segundos e então desviarem o olhar, tímidas;
  2. É normal concordarmos com tudo que a pessoa de nosso interesse fala, então você pode usar essa tática em certas cenas para mostrar que sua personagem gosta de alguém;
  3. Deixar suas personagens nervosas e tímidas quando estão próximas do(a) crush;
  4. Quando estão conversando com a personagem de quem gosta, faça seu protagonista se aproximar alguns passos;
  5. Escrever momentos de “toques acidentais” – pegar na mão, tirar o cabelo do rosto etc;
  6. Descrever cenas em que sua personagem está tentando chamar atenção de quem ela gosta. E explique como faz isso – ela fala mais alto? Passa a mexer no cabelo? Olha diversas vezes para o crush?

São pequenos momentos que parecem simples, mas, durante a trama, criam a atmosfera de romance que mostram ao leitor os sentimentos das suas personagens.


Quer descobrir mais sobre como construir personagens e torná-los mais interessantes, bem como técnicas de como mostrar outros sentimentos? Então conheça o Curso de Criação de Personagem de Ficção.

Comprando o curso pelo link acima, você não paga nada a mais e eu ganho uma pequena comissão.

Um grande abraço,
Julia