Gosta de filmes com espíritos? Então assista Alma Perdida

S I N O P S E

Casey Beldon é uma jovem órfã de mãe, que se suicidou quando ela era pequena. De uma hora para outra, ela passa a ser atormentada por uma estranha imagem de um menino, que a persegue em pesadelos e também quando está acordada. Determinada a descobrir o que está acontecendo, Casey acaba percebendo uma misteriosa ligação entre ela e um espírito do mal capaz de possuir o corpo das pessoas para alcançar seu objetivo, que é nascer novamente. Em sua busca pela solução do problema, descobre uma chance através de um ritual de exorcismo com o padre Sendak.

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O filme, que está disponível na Netflix, tinha tudo para ser um thriller de terror de sucesso.

Com cenas macabras e uma história de arrepiar, achei a sinopse interessante. No entanto, o filme em si acabou sendo uma decepção.

Isso porque a impressão que tive é que os roteiristas queriam colocar todas as cenas de terror existentes em um único filme, o que tornou o desenvolvimento cansativo. A cada minuto, havia uma cena de dar medo.

As revelações da história também foram pouco trabalhadas. Havia toda uma história sobre campos de concentração e cultura judia para ser explorada, mas falharam em dar mais explicações.

Além disso, os segredos que a protagonista descobria também foram muitos e, em alguns momentos, “esquecidos”. Sei que em menos de duas horas de filme é difícil colocar explicação de tudo, mas se eles tivessem colocado menos coisas, poderiam trabalhar mais outras cenas.

No geral, não é um filme ruim, só precisava ser melhor trabalhado.

E se você quer saber mais a respeito de histórias de terror e suspense, acesse o podcast Vigília Noturna e acompanhe os episódios comandados por mulheres do movimento #opodcastédelas.

5 filmes com mulheres que se vingam de seus maridos

As mulheres estão cansadas de serem subjugadas. De serem vistas como submissas. Quando um marido traí, dificilmente vão aguentar caladas.

 

Para mostrar isso, escrevi um conto chamado As Viúvas.

 

E, para me inspirar, usei alguns filmes com mulheres que se vingam de seus maridos. Esse post é dedicado a essas obras da ficção cinematográfica. 

 

Alguns são de comédia. Outros, de suspense. Mas todos têm em comum o protagonismo feminino e a vingança matrimonial, seja ela da forma que for.

 

Veja minhas indicações de 5 filmes com mulheres que se vingam de seus maridos

Garota Exemplar

Esse, de longe, é um dos melhores filmes (e livros) que já assisti sobre o tema. Confesso que, na primeira vez que assisti, fiquei com dó do Nick. Afinal, Amy parecia ser uma megera.

 

No entanto, revi o filme umas três vezes e ainda li o livro. Não consigo mais culpá-la por suas atitudes. Além disso, sua astúcia me impressona todas as vezes que torna a ver a obra.

 

Onde assistir: Prime Vídeo, Telecine, YouTube e Google Play Filmes.

 

Nunca Mais

Neste filme, protagonizado por Jennifer Lopez, a vingança não vem em forma de morte ou trapaças, mas sim na superação.

 

A obra mostra como relações abusivas acontecem e foca no desenvolvimento de Slim, a protagonista, para se tornar mais forte e poder se defender do marido. É um ótimo longa para nos mostrar a volta por cima que mulheres oprimidas conseguem dar.

 

Onde assistir: Netflix e HBO Go.

Lady Vingança

Uma obra sul coreana para sairmos dos esteriótipos hollywoodianos. E esse filme pode ser bem surpreendente, já que Lee Geum-Ja passa 13 anos na prisão planejando uma vingança contra o namorado que a traiu.

 

Pode parecer muito para uma garota traída? Talvez, mas acontece que ela só foi presa para acobertá-lo de um crime. Acho que sua raiva – e a vingança final – é totalmente justificável.

 

Onde assistir: YouTube.

Ela é o diabo

Um clássico estrelado por Maryl Streep. No entanto, ela é a causa de toda discórdia, já que rouba o marido de Ruth, a protagonista. 

 

Depois disso, Ruth fica decidida a fazer a vida do ex um inferno, destruindo tudo que ele tem sem nunca deixá-lo em paz. É uma típica comédia dos anos 80.

 

Onde assistir: Infelizmente, só achei o filme disponível em strems não confiáveis do Google.

Mulheres ao Ataque

Mais uma comédia para a lista, dessa vez protagonizada pela incrível Cameron Diaz. Nesse filme, Carly descobre que não é só traída com uma mulher, mas com duas.

 

Então, ao invés de ir contra as mulheres, se une a elas, mostrando que são mais fortes que o marido traidor.

 

Eu particularmente adoro esse filme. É engraçado e acho que passa uma mensagem bacana: antes de sair xingando a outra de destruidora de lares, que tal ouvir o seu lado da história?

 

Onde assistir: YouTube e Google Play Filmes. 

Você já tinha assistido a algum desses filmes? Vamos conversar sobre as obras. Deixe sua opinião nos comentários.

 

E se você ler o meu conto As Viúvas, depois me conta o que achou, está bem?

 

Um grande abraço,

Julia

        

 

Você gosta de histórias de terror? A psicologia explica o porquê

A psicologia explica porque nós gostamos de histórias de terror.

Introdução

Você já se perguntou por que gosta ou por que existem pessoas que amam assistir filmes de terror, mesmo morrendo de medo? A psicologia explica isso.

Há algumas razões comprovadas que explicam porque gostamos de histórias, filmes, séries e livros que nos fazem sentir medo. E é sobre isso que vou falar neste post.

Aqui você vai encontrar:

  • Qual a base de uma história de terror;
  • Motivos que nos fazem consumir uma história de terror e;
  • 7 teorias da psicologia para explicar porque gostamos tanto de consumir esse tipo de conteúdo.

Pode ser que você goste mais de casos de serial killers. Ou seja do tipo que prefira casas mal assombradas. De uma forma ou de outra, qualquer que seja o estilo de terror que você prefira consumir, há explicações para isso.

Vamos começar?

A estrutura de uma história de terror

A psicologia explica porque gostamos de uma história de terror com base na estrutura que permeia essa produção, que possui:

1. Tensão

Uma história de terror é construída a partir da tensão gerada pelo mistério, o suspense comum ao gênero e sustos e/ou cenas que causam nojo no expectador.

2. Relevância

A história passa um conteúdo relevante para a audiência. E aí é importante entender qual a sua audiência. Como falei lá em cima, existem pessoas que preferem casos mais sangrentos, outras que gostam mais do terror sobrenatural. De uma forma ou de outra, o conteúdo que você compartilhar dever ter a ver com o que sua audiência busca.

3. Cenas irreais

Nós sabemos que a situação da história é tudo faz de conta, mesmo quando é baseada em fatos. E o fato de ser algo fora da nossa realidade torna tudo ainda mais atrativo.

Ou seja, só esses três atributos já seriam o suficiente para prender a nossa atenção em um filme ou livro de terror.

Logo vou falar sobre as explicações psicológicas para essa reação, mas antes gostaria de explicar os diferentes motivos que nos fazem de histórias de terror que existem

Os 4 motivos pelos quais consumimos histórias de terror

De maneira geral, há 4 motivos maiores para consumirmos qualquer tipo de história de terror segundo a psicologia:

1. Gore

Esse é o típico terror sangrento. Ou seja, possui cenas muito gráficas de sangue e violência pesada.

O gore é um tipo de terror buscado muito pelas pessoas que procuram sentir algum tipo de emoção – e aí essa emoção varia de pessoa para pessoa. No entanto, mostra que os níveis de empatia do consumidor pelas vítimas são baixos

Estudos revelam que a maioria dos espectadores do sexo masculino sentem mais identificação com o vilão, ou seja, com a pessoa que está matando e/ou torturando a outra, quando consomem histórias desse tipo.

2. Thriller

Thriller vem da palavra thrill, que significa emoção em inglês. É mais uma emoção voltada para a adrenalina e o suspense, no entanto.

Esse tipo de história não é tão gráfica e não precisa, necessariamente, ter mortes sangrentas e bem descritivas. Uma história sobrenatural em que um fantasma só assusta o protagonista, mas não o mata, pode ser considerado um thriller, por exemplo.

O importante nessa história é evocar uma emoção forte no espectador. Pode ser aquela ansiedade de ver o protagonista livre do vilão. O medo de saber que tem alguém atrás do mocinho. Enfim, é o frio na barriga que a gente sente nesses casos.

Esse também é um tipo de história que gera mais empatia e conexão do espectador com a vítima. A maioria de nós deseja que a vítima escape, basicamente.

3. Independente

Não estou falando do gênero de terror dessa vez, mas sim da forma como o espectador consome uma história de terror.

Quando alguém decide assistir a um filme com temas muito traumáticos, por exemplo, é porque está tentando superar algum medo interno. Quando isso acontece, a psicologia chama esse motivo de independente.

É como se a pessoa precisasse sentir empatia consumindo algo que tem muito medo para poder, finalmente, se ver livre desse medo. E aí pode ser qualquer tipo ou estilo de história de terror existente.

4. Problema

Outro motivo que não depende do estilo do terror, mas sim da pessoa que está consumindo, é o problema.

Sabe quando estamos tristes e colocamos músicas tristes para nos deixar ainda mais pra baixo? Então, é basicamente essa mesma lógica que funciona no “consumir-problema”.

É como se uma pessoa que está se sentindo muito mal colocasse um filme de terror para se sentir pior. Ela quer essa sensação de desamparo, o que parece estranho.

Ao mesmo tempo que essas pessoas buscam aumentar seus níveis de empatia – porque elas ficam tristes pelas coisas ruins que o protagonista está passando -, também querem se sentir mal por toda a situação.

Parece meio esquisito que a gente tenha motivos além do puro entretenimento para consumir histórias de terror, mas é a realidade. Fica claro que ninguém faz as coisas só por fazer. Há sempre algo oculto dentro de si que permeia a pessoa.

7 teorias da psicologia: as explicações do porquê gostamos tanto de histórias de terror

Agora que você já entendeu a base de uma história de terror, os motivos que nos levam a consumir conteúdos desse tipo, chegou a hora de falar que a psicologia explica porque nós gostamos tanto de história de terror.

São 8 teorias gerais sobre o porquê muitas vezes continuamos consumindo histórias macabras, mesmo morrendo de medo:

1. Psicanalítica

Gostamos de consumir esse tipo de conteúdo porque algo em nosso ID primitivo é acionado. Como geralmente esse ID é suprimido pelo ego civilizado, filmes e livros de terror são uma válvula de escape.

2. Catártica

Gosto de explicar isso usando como exemplo a série The Purge, da Amazon Prime Video. Vou contar a premissa da série, caso você não tenha assistido:

Basicamente, uma vez por ano, o governo libera que as pessoas cometam todo e qualquer tipo de crime hediondo na cidade. Eles alegam que isso diminui a taxa de criminalidade nos outros dias do ano, pois as pessoas terão uma noite para colocar para fora todos os sentimentos negativos que possuem dentro de si.

A teoria catártica funciona assim também. Ao que parece, algumas pessoas consomem histórias de terror para liberar as emoções negativas que estão presas dentro de si, causando até um efeito relaxante após isso.

3. Transferência

É possível sentir todo o tipo de emoção ruim ao consumir conteúdos macabros, porém elas vão embora e são suprimidas por uma sensação de felicidade quando o herói da história vence. Portanto, algumas pessoas gostam de histórias de terror justamente para ficarem felizes quando tudo acaba bem.

4. Curiosidade e fascinação

Muitas pessoas gostam de histórias de terror por pura curiosidade e fascinação com o que não é real ou com o que não acontece na sua vida real.

5. Teoria do alinhamento

Em uma história de terror, geralmente o vilão, seja qual for, é derrotado. Quando isso acontece, gera uma sensação de satisfação em alguns espectadores, pois eles gostam de ver pessoas que merecem (em sua concepção) serem punidas pelos seus atos.

6. Busca por emoção

Lembra que expliquei sobre o thriller, que é um motivo forte para fazer alguém consumir uma história de terror? Pois bem, esse motivo está alinhado a essa teoria.

Basicamente, é a mesma que explica porque algumas pessoas amam andar de montanha-russa. Ou seja, histórias de terror podem liberar adrenalina, bem como situações de medo. Sendo assim, tem gente que consome esse tipo de conteúdo justamente para, por falta de expressão melhor, “se sentir vivo”.

7. Reflexões da sociedade

Há pessoas que gostam de consumir histórias de terror justamente por refletirem a sociedade de uma maneira mais dramática. É como se estivesse reforçando todos os problemas da sociedade em que vivemos em sua cabeça quando consome histórias de terror.


E aí, agora tudo faz sentido? É legal a gente entender isso não só como consumidores, mas também como escritores de histórias de terror. Quem sabe você não coloca algo que atraia ainda mais os leitores?

Espero que tenha gostado do post!

Um grande abraço,

Julia