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autora julia rietjens

autora julia rietjens

escrevo para mudar o mundo. leio para mudar a mim. compartilho dicas de escrita para escritores que desejam alcançar cada vez mais leitores com as suas histórias. falo sobre livros, literatura, e tudo relacionado a isso.

Tag: prólogo

Publicado em 28 de setembro de 202025 de outubro de 2025

Guia completo: como escrever um prólogo eficaz para sua história

Você já se deparou com aquele primeiro trecho de livro (o prólogo) e se perguntou: “Será que preciso mesmo escrever um para a minha história?” Pois bem, neste post você vai aprender como escrever um prólogo eficaz para a sua história, com dicas práticas, exemplos e armadilhas para evitar.

Embora muitos livros comecem com prólogos, eles nem sempre são necessários… na verdade, na maioria das vezes podem até ser dispensáveis. Algumas pessoas sequer os leem. (Sim, eu também fiquei surpresa quando descobri isso.)

Mas atenção: quando bem executado, um prólogo bem escrito pode fazer toda a diferença entre o leitor continuar ou abandonar sua história. Então, vamos juntos explorar:

  • se o seu livro precisa mesmo de um prólogo;
  • quais são as funções de um prólogo;
  • o que você não deve colocar nele;
  • qual o tamanho ideal para não desanimar o leitor.

Pronto? Vamos lá!

Sua história precisa mesmo de um prólogo?

Antes de mais nada: será que sua obra realmente exige esse tipo de abertura? Se for incluí-lo por “ser tradicional”, talvez seja melhor repensar.

Para decidir, pergunte-se:

  • Qual é a função desse prólogo?
  • Existe alguma informação essencial ao enredo que não pode ser incluida em nenhum outro capítulo?

O segundo ponto é importante: imagine que há algo muito relevante para o livro — uma virada, um passado que define o protagonista — mas que simplesmente não encaixa em nenhum dos capítulos principais, por diversos motivos. Aí sim, pode fazer sentido escrever um prólogo.

Se você não consegue justificar o “porquê” do prólogo, ou seja, ele não entrega uma função clara, talvez você deva repensar incluí-lo.

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Funções de um prólogo bem escrito

Quando o prólogo tem motivo de existir, ele pode cumprir algumas das seguintes funções:

  • Contar eventos passados: especialmente se o evento molda o caráter de um personagem ou antecipa algo do enredo.
  • Mostrar outro ponto de vista: por exemplo, um narrador distinto do protagonista que revela um segredo ou antecipa um conflito futuro.
  • Construir mundos: em histórias de fantasia ou ficção científica, o prólogo pode situar o leitor no “como funciona” antes da narrativa principal. No entanto, apesar de ser relativamente comum, não recomendo que você use o seu prólogo para isso. Há diversas maneiras de inserir a construção do mundo ao longo da história principal (o que, inclusive, pode tornar o seu livro ainda mais interessante).
  • Iniciar com eventos atuais: a história pode se passar no passado, mas você começa com o protagonista nos dias atuais, o que faz os leitores se sentirem curiosos para saber como ele chegou até ali.
  • Criar expectativa: usar uma cena tensa, um mistério, algo para fisgar a curiosidade (e não resolver o conflito aí).

Essas são formas de fazer o prólogo agir como um gancho, e não apenas “mais um capítulo”.

O que não colocar no prólogo

Se você decidiu fazer um prólogo, lembre-se: ele precisa entregar algo de valor, senão será visto como supérfluo. Evite:

  • Colocar cenas que já aparecem no meio de algum capítulo — repetir conteúdo enfraquece o impacto.
  • Fatos que poderiam ser explicados durante o enredo — usar o prólogo como “meio mais fácil” de explicar tudo é armadilha.
  • Informações desconexas que não afetam a história — se aquilo não volta para o enredo ou não tem consequências, por que está ali?

Em outras palavras: não faça do prólogo um info-dump (despejo de informações), ou um prelúdio que não se conecta com o que vem a seguir

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Qual o tamanho ideal de um prólogo?

Não há uma “regra fixa”, mas o consenso entre editores/textos de escrita indica:

  • Mantenha o prólogo curto — geralmente algumas páginas, não capítulos inteiros de 20 páginas. Pense: “isso é um aperitivo, não o prato principal”. Se o leitor já passa muito tempo lendo cenas antes de conhecer o protagonista ou o conflito central, pode perder o ritmo.
  • Em termos de contagem: muitos indicam algo como 1-5 páginas ou menos de 1.500 palavras como faixa segura.

Se seu prólogo está ficando maior que isso, talvez seja mais vantajoso transformá-lo em o “Capítulo 1” ou reavaliar o que realmente precisa estar ali.


Checklist rápido antes de escrever seu prólogo

✅ O prólogo tem função clara (e essa função não pode estar em nenhum outro capítulo)?

✅ Ele introduz um gancho, uma tensão, ou um mistério que será resolvido?

✅ Ele se conecta claramente com o Capítulo 1 ou com o arco principal da história?

✅ Ele evita info-dump, exposições extensas ou narrativa que não envolve o leitor?

✅ Ele está curto, forte e direto ao ponto?


Em resumo: sim, você pode usar um prólogo, mas use apenas se ele agregar algo significativo à sua história. Se não, talvez o melhor seja começar direto com o Capítulo 1. E se for escrevê-lo — faça com propósito, faça com a atenção devida.

Se quiser se aprofundar mais na escrita do seu livro, recomendo que dê uma olhada no curso do Vilto Reis, Rota do Escritor.

E você, costuma incluir prólogos nas suas histórias? Já fez isso com sabedoria ou percebeu que incluiu um prólogo desnecessário? No momento da leitura, você é do time que pula o prólogo ou lê tudo?

Um grande abraço,

Julia

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